Prof.Dr.Luis Carlos Figueira de Carvalho

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Obesidade

Obesidade

ACESSE AQUI BLOG SOBRE OBESIDADE

 

Pesquisa realizada por:

NATHALIA JACOB ARAÚJO. CURSO DE MEDICINA.UEMA. CAXIAS-MA

 

 

1 INTRODUÇÃO

A obesidade é um dos problemas mais relevantes que a Saúde Pública enfrenta no mundo. Nos países desenvolvidos, ela é o principal problema de saúde a ser enfrentado. Uma das doenças que tem se propagado mais rápido no mundo. Estima – se que mais de duzentos e cinquenta milhões de pessoas no mundo estão sobrepeso ou obesidade. Entre os países desenvolvidos, os Estados Unidos lideram o ranking da obesidade. Segundo o centro de prevenção de doenças, aproximadamente 35% dos adultos americanos eram obesos entre 2011 e 2012. A obesidade pode acarretar vários outros problemas para a saúde ter implicações em vários sistemas do corpo humano. Saber suas causas e formas de prevenção é fundamental para que as pessoas possam evitar essa epidemia.

2. O QUE É

A obesidade é uma doença crônica, não transmissível. Ela caracteriza – se pelo acúmulo excessivo de gordura no corpo. Existem três tipos principais:

Obesidade Difusa ou Generalizada: O tecido gorduroso se distribui de maneira homogênea por todo o corpo;

Obesidade Andróide ou Troncular (ou Centrípeta):o indivíduo apresenta uma forma corporal tendendo a maçã. Está ligada com maior deposição de gordura visceral e implica com alto risco de doenças metabólicas e cardiovasculares;

 Obesidade Ginecóide, na qual há maior concentração de gordura ao nível do quadril. Está relacionada com a maior possibilidade de desenvolver artrose e varizes.

3. CAUSAS DA OBESIDADE

A obesidade não é uma doença que possui apenas uma causa, e sim um problema que pode ser gerado por inúmeros fatores que ao final resultam na obesidade.

Dentre as causas alimentares que geram a obesidade, pode-se apontar  o excesso da ingestão de lipídeos, propiciando a elevação da adiposidade. Outra questão alimentar que reflete no peso é o número de refeições diárias, já que as pessoas que fazem maior número de pequenas refeições ao longo do dia apresentam peso relativamente menor do que aqueles que consomem número menor de grandes refeições. Já é comprovado que o sedentarismo também contribui para a obesidade, pois há a diminuição do gasto energético.

 Outro fator que é tem ligação com a obesidade é a questão genética. Há várias comprovações científicas que confirmam isso, por exemplo, o excesso de peso tem tende a aparecer em inúmeros integrantes de uma mesma família, o que insinua que haja uma provável relação entre genética e a obesidade. Contudo, não são em todas famílias que a genética é a causadora da obesidade, porque o mesmo estilo de vida e alimentação de uma família contribuem para o excesso de peso. Apesar disso, há estudos que confirmam que se os pais forem obesos, existe mais probabilidade de os filhos serem obesos. Outras demonstrações científicas que confirmam a relação entre obesidade e genética é que gêmeos idênticos possuem índice de massa corpórea mais parecidos do que gêmeos não-idênticos.

 As manifestações dos genes causadores da obesidade são feitas por meio de alterações no apetite ou no gasto energético. Os genes que tem relação com a foram: o gene da leptina (LEP) e seu receptor (LEPR), as proteínas desacoplantes (UCP2 e 3), moléculas implicadas na diferenciação de adipócitos e transporte de lipídios (PPAR, aP2). Também outros, relacionados com o metabolismo, como é o caso da adenosina desaminase (ADA), da fosfatase ácida (ACP1), do fator de necrose tumoral a TNF-a, de determinados neuropéptidos hipotalâmicos e seus receptores (MCR3,4 e 5, POMC, NPY) e dos receptores adrenérgicos (ADRB2 e 3).  A maior sobrevivência dos indivíduos obesos e a influência das reservas de gordura na fertilidade em situações de falta de alimentos, podem ter sido em parte responsáveis por uma seleção natural de pessoas com tendência à obesidade.

 Além da questão genética, há o fator do envelhecimento que contribui para o aumento de peso, por estar relacionado a diminuição do metabolismo basal.

 Algumas disfunções hormonais também podem levar à obesidade, como por exemplo o hipotireoidismo e disfunções hipotâlamicas, mas estes fatores representam menos de 1% dos casos de excesso de peso.

Problemas emocionais também estão ligados ao ganho de peso, como por exemplo estresse, ansiedade e depressão influenciando principalmente a ingestão de mais alimentos.

Desse modo, percebe – se que a origem da obesidade é complicada de ser definida. De fato, o seu desenvolvimento possui múltiplas causas e é o efeito interações entre fatores genéticos, psicológicos, socioeconômicos, culturais e ambientais

 

 4 COMPLICAÇÕES

Pessoas com obesidade têm maior probabilidade de desenvolver doenças como :

Diabetes mellitus não-dependente de insulina:  No desenvolvimento de diabetes, o tecido adiposo atua aumentando a demanda por insulina e, em pacientes obesos, criando resistência à esta, o que ocasiona aumento na glicemia e a conseqüente hiperinsulinemia. Isso no futuro leva a falência do pâncreas e que ocasiona a diabetes.

Hipertensão: o desenvolvimento da hipertensão é maior em obesos do que em não obesos. Outra importante alteração verificada na obesidade é a resistência à insulina, que causa a hipertensão. O excesso de insulina gera retenção renal de sódio, que aumenta a pressão arterial.

Artrites- O excesso de peso facilita a ocorrência de traumas, principalmente nas articulações, como a osteoartrite no joelho.

Problemas pulmonares – o excesso de gordura sobrecarga os músculos para a ventilação, resultando em disfunção da musculatura respiratória

A elevação do peso corporal, aumenta as doenças coronarianas. Isso se explica pois com aumento do peso há a elevação do colesterol total, da lipoproteína de baixa densidade e dos triglicérides circulantes, e diminuição na lipoproteína de alta densidade. Altas quantidades de LDL podem lentamente se depositar nas camadas internas da parede arterial. Junto com outras substancias presentes no sangue formam a placa aterosclerótica, que é um depósito espesso e firme responsável pela obstrução das artérias. Nesta condição ocorre a aterosclerose, as doenças cardiovasculares têm origem também com a hiperinsulinemia, a qual aumenta a síntese de lipoproteína de muito baixa densidade.

Disfunção da vesícula biliar - cálculo na vesícula biliar é comum de doença do trato digestivo em obesos. O excesso de gordura aumenta a secreção de colesterol na bile que gera cálculos renais.

Disfunções endócrinas- Mulheres obesas, tem maior risco de ter ciclo menstrual irregular e amenorréias e apresentam mais problemas durante a gravidez, como a síndrome hipertensiva e a toxemia. O aumento do tecido adiposo ,a resistência à insulina também pode gerar síndrome do ovário policístico.

 

5 DIAGNÓSTICO

As definições de obesidade são arbitrárias e baseadas nas estimativas atuais .Na atualidade, o modo mais utilizado e recomendado pela OMS para verificar o nível de obesidade é obtida pelo cálculo do IMC (índice de massa corporal) que é obtida pela divisão do peso pela altura ao quadrado. Um IMC acima de 25 significa excesso de peso. Um IMC de 30 equivale obesidade.

 Porém o uso do IMC ignora a distribuição de gordura corpórea que tem fortes implicações clínicas para o paciente dependendo do local onde há maior concentração de gordura. Por isso foi criado um índice chamado Relação Cintura-Quadril, que é obtido pela divisão da circunferência da cintura abdominal pela circunferência do quadril do paciente. Assim há mais perigo metabólico quando a relação Cintura-Quadril seja maior do que 0,9 no homem e 0,8 na mulher. As pessoas com o gordura concentrada mais no abdómen, têm maiores chances de desenvolver problemas de saúde associados com a obesidade. Uma distribuição central da gordura do corpo apresenta maior correlação com complicações cardio-vasculares e metabólicas.Existe um cálculo que mede a distribuição de gordura corpórea. O cálculo da relação cintura-quadril, indicam se há distribuição central de gordura.

 Uma explicação para o fato da gordura visceral ser mais prejudicial a saúde do que a gordura periférica, é que a gordura visceral sob a ação da lipólise libera ácidos graxos na veia porta,levando a deposição de gordura no fígado e nos músculos.

Existem também outros recursos para estimar a gordura corpórea, tais como, ou a partir de equipamentos como a Bioimpedância, a Tomografia Computadorizada, o Ultrassom e a Ressonância Magnética.

 

6 TRATAMENTO

O tratamento para obesidade pode ser feito com uma dietas, práticas regulares de exercícios físicos e com o uso de remédios para obesidade. O tratamento medicamentoso contra obesidade utiliza as seguintes drogas: anfetaminas, mazindol, pemolina, fenilpropanolamina e os anti-depressivos, fluoxitena e sertralina, entre outras.Porém com a suspensão do medicamento, as pessoas voltam a engordar. Em alguns casos, quando a obesidade é mórbida e coloca em risco a vida, uma cirurgia de redução do estômago ou a colocação de um balão intragástrico pode ser indicada. 

 

7 CONCLUSÃO

Portanto, a obesidade é uma doença que, pode ser desencadeada por diversos fatores, tais como, alimentares, genéticos, hormonais .A obesidade pode ocasionar inúmeras doenças para o indivíduo, tais como, pressão alta, diabetes, problemas nas articulações, dificuldades respiratórias, gota, pedras na vesícula e até algumas formas de câncer. Disso percebe- se a necessidade de prevenir e tratar essa doença que é um sério problema de saúde pública.

 

 8 REFERÊNCIAS

 

DEVLIN, Thomas M. Manual de Bioquímica com correlações clínicas. 7ª edição, São Paulo: Blücher, 2011. Cap 15.

VARELLA, Drauzio. Diabetes. Acesso em http://drauziovarella.com.br/obesidade/obesidade/

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