Prof.Dr.Luis Carlos Figueira de Carvalho

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VIROLOGIA

VIROLOGIA

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 CARACTERÍSTICAS GERAIS DOS VIRUS

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Os vírus são os menores agentes infecciosos existentes e são parasitos intracelulares obrigatórios. Seu tamanho pode variar de 20 a 1000 nm, sendo possível ser visualizado à microscopia eletrônica.

As principais propriedades dos vírus se refere ao genoma viral que contém um único tipo de ácido nucleico, sendo RNA ou DNA, com exceção do Minivírus, ao revestimento proteico que envolve o ácido nucleico, o fato deles serem parasitos intracelulares e se multiplicarem no interior de células vivas utilizando a maquinaria dessas células e induzirem a síntese de estruturas especializadas que podem transferir o ácido nucleico viral para as demais células. 

Os vírus apresentam propriedades físico-químicas que fazem com que eles infectam as células através de receptores de membranas, eles apresentam um tropismo celular que os diferenciam o tipo de doença causada, e o que vão afetar.

 

Estrutura viral

As estruturas dos vírus são constituídas por dois componentes principais que são o ácido nucleico, podendo ser DNA ou RNA e o capsídeo, que é uma capa proteica. Quando finaliza a replicação a progênie viral tem partículas incompletas e partículas completas. Os vírions são partículas virais infecciosas completas, é a forma que o vírus se encontra fora da célula e infecta outras células.

Ácido nucleico

Nos vírus o ácido nucleico pode ser DNA ou RNA de fita simples ou dupla. Podendo então apresentar DNA de dupla-fita, DNA de fita simples, RNA de dupla-fita e RNA de fita simples. Podem ser fitas negativas e positivas. E podem ser lineares, circular ou segmentado.

Capsídeo

O capsídeo é um revestimento proteico que protege o ácido nucleico. Ele é composto por subunidades proteicas que são os capsômeros podendo ser de um único tipo de proteína ou vários tipos de proteínas. As funções do capsídeo são proteção do genoma e a interação com a célula hospedeira.

Com base no arranjo do capsídeo os vírus podem apresentar diferentes morfologias, sendo elas a icosaédrica, helicoidal, complexa e envelopada.

Icosaédrica também chamada de poliédricos, o capsídeo está organizado como um polígono retangular, são exemplos os Adenovírus, os Picornavírus, entre outros. Na forma helicoidal, o capsídeo é cilíndrico como uma estrutura de hélice, podendo ser helicoidal rígido ou helicoidal frouxo, um exemplo é o Influenza. E a forma complexa podem apresentar duas cadeias peptídicas na constituição do capsídeo, isso ocorre no caso dos bacteriófagos.

Os vírus envelopados, tem os capsídeos envoltos por um envelope que é composto de lipídeos, proteínas e carboidratos. Esse envelope pode ou não apresentar espículas. Os vírus envelopadas, podem apresentar helicoidal ou poliédricos. A função desse envoltório é a interação com a célula hospedeira e a penetração na célula por mecanismos de fusão.

Figura 1: tipos de vírus
Fonte: https://www.news-medical.net/news/20200310/252/Portuguese.aspx

 

 

Ciclo viral

 

O ciclo viral é dividido nas seguintes etapas: adsorção, penetração, desnudamento, síntese, maturação e liberação.

Primeiro ocorre a adsorção que é a ligação de uma molécula da superfície do vírus com o seu receptor especifico que está na membrana da célula hospedeira. Nesse momento tem a definição do tropismo viral, pois o vírus só irá continuar o processo nos tipos celulares que apresentam seus receptores específicos. Para esse processo acontecer outros fatores são necessários como uma ponte entre as proteínas mediadas por íons livres de cálcio e magnésio, temperatura e o pH.

Logo após essa ligação terá a entrada do vírus na célula, penetração. Essa fase pode ser feita de duas maneiras, sendo elas por fusão, quando a membrana celular e o envelope do vírus se funde, ou viropexia, que é uma invaginação da membrana celular mediada por receptores e proteínas, que estão na membrana internamente.

No desnudamento tem a remoção do capsídeo por enzimas da célula e o genoma viral fica exposto passando pela fase de eclipse que tem um aumento da quantidade de partículas virais. Quando é DNA tem a síntese no núcleo e quando é RNA síntese no citoplasma.

A síntese tem a formação de proteínas a partir da transcrição e tradução.

Na fase de montagem as proteínas se agregam ao genoma e forma o nucleocapsídeo e a maturação tem a formação dos vírions, podendo ter o envelope ou não. Esse processo ocorre no núcleo se o vírus for de DNA e no citoplasma se for de RNA, ambos sendo dependente de enzimas da célula hospedeira e do vírus.

Por fim ocorre a liberação, que é a saída dessa partícula viral por lise celular ou brotamento. Na lise celular ocorre o rompimento da célula e no brotamento os nucleocapsídeos migram para a face interna membrana e saem por brotamento. Essas partículas liberadas vão infectar outras células.

Figura 2 Replicação viral
Fonte: Carneiro, L. A. D. et al, Virologia. Conceitos e Métodos para a Formação de Profissionais em Laboratórios de Saúde. Capitulo 2, p.136.

 

Patogênese

Uma infecção viral vai ocasionar uma doença viral, que pode ser sintomática ou assintomática. Quando essa infecção não causa alterações clinicas visíveis, são infecções inaparentes ou subclínicas e quando tem alterações clinicas são infecções aparentes.

Diferentes vírus podem causar os mesmos sintomas e o mesmo vírus podem causar diferentes sintomas.

A patogênese viral é o processo de desenvolvimento da doença que depende da interação dos fatores do hospedeiro e do vírus. Para ter a patogênese viral deve-se ter um vírus patogênico que é capaz de infectar e causar alterações clinicas. Nesse processo podemos observar doenças mais brandas ou mais severas. Isso se deve a virulência do vírus e fatores de predisposição do hospedeiro que está relacionado com a resposta imunológica contra esse vírus.

A virulência é a capacidade desse vírus de levar o hospedeiro para o estágio patológico. E isso depende da estirpe viral, da quantidade de inoculo inicial e do local de inoculação.

Os fatores de predisposição do hospedeiro relacionam a susceptibilidade ou a resistência dele em relação a esse vírus, dentro disso podemos citar o potencial genético, fatores nutricionais, estado imune, estresse, gravidez, idade e febre.

As infecções virais se apresentam localizada ou disseminada, sintomática ou inaparente, aguda ou crônica, podendo apresentar um período de latência.

Quando falamos de infecção localizada quer dizer que a replicação viral permanece no local de entrada do vírus, por exemplo, no trato respiratório. Na infecção disseminada ocorre o espalhamento do vírus pelo organismo.

Nas infecções virais agudas ocorre a presença de sintomas inespecíficos e é a fase de maior carga viral. Quando o organismo não consegue eliminar o vírus, torna-se infecção crônica, o vírus permanecendo em baixos níveis no hospedeiro.

 

Mecanismos de transmissão

Os vírus apresentam diferentes locais para entrar no hospedeiro, as principais entradas são através das mucosas dos tratos respiratório e gastrointestinal, alguns entram pelas mucosas urogenital e conjuntiva. Mas a infecção também pode ocorrer por vetores, pelo sangue e pela via vertical. Cada via de entrada apresenta barreiras para impedir a entrada desse vírus, porém quando ele consegue ultrapassar essas barreiras e infectam os indivíduos.

O vírus entra no trato respiratório por meio de partículas virais que ficam no ar. O trato respiratório apresenta como barreias as células epiteliais ciliadas, muco, anticorpos secretórios da classe A, células fagocitárias alveolares, entre outros. Inicialmente terá uma infecção localizada devido, mas que pode se tornar uma infecção disseminada com o auxílio dos fluidos locais. Exemplo de alguns vírus que entram no organismo pelo trato respiratório são: Vírus da influenza, Vírus Prainfluenza e Vírus Respiratório Sincial.

O trato gastrointestinal é acometido quando o indivíduo ingere alimentos ou agua contaminada, ou pelo compartilhamento de talheres e copos infectados. A proteção desse trato é através da IgA, do muco, ácidos gástricos, sais biliares, enzimas proteolíticas, entre outros. Exemplos de vírus que infectam o trato gastrointestinal: Vírus Epstein-Barr, Citomegalovírus, Rotavírus e Astrovírus.

A contaminação das mucosas urogenitais ocorre pelo contato sexual, por roupas intimas contaminadas e por instrumentos ginecológicos contaminados. Os mecanismos de proteção são o ph, a microbiota e o muco local. Exemplos dos vírus que causam infeção no trato geniturinário são: Vírus do Herpes simplex, Vírus do Papiloma, Vírus de Hepatite B e C e HIV.

Os vetores são infectar através da picada nos hospedeiros. Esses vetores vão armazenar e transmitir esse vírus, um exemplo é o vírus da dengue com o vetor Aedes Aegypti.

A via vertical é quando a mãe passa o vírus para o filho, via placenta, no momento do parto, na exposição pós-parto ou pela amamentação. Como proteção a mãe também passa anticorpos para o bebê, sendo IgG pela placenta e IgA pela amamentação.

Autora: Rafaella Almeida Oliveira

Instagram: @_rafaellaalmeida

 

Referências

TORTORA, G.J.; FUNKE, B.R.; CASE, C.L. MICROBIOLOGIA, 12ª Ed. Artmed, 2017.

STEPHENS, Paulo Roberto Soares et al. Virologia. In: MOLINARO, Etelcia Moraes; CAPUTO, Luzia Fátima Gonçalves; AMENDOEIRA, Maria Regina Reis (Org). Conceitos e métodos para a formação de profissionais em laboratórios de saúde, v. 4. Rio de Janeiro: EPSJV, IOC, 2009. Cap. 2. p. 125-220. Disponível em: https://www.arca.fiocruz.br/handle/icict/8661

http://virologia.sites.uff.br/wp-content/uploads/sites/236/2017/11/aula-3-patogenia-das-infec%C3%A7%C3%B5es-virais.pdf

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