Prof.Dr.Luis Carlos Figueira de Carvalho

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POLIOMIELITE

POLIOMIELITE

 

 

Poliomielite (CID 10 - A80)      Doencas_infecciosas_parasitaria_guia_bolso.pdf

Doença infecto-contagiosa viral aguda, caracterizada por um quadro de paralisia flácida de início súbito, que se manifesta de várias formas: Infecções Inaparentes ou Assintomáticas, podendo ocorrer entre 90 a 95% dos casos; Abortiva, em 5% dos casos, caracterizada por sintomas inespecíficos, como febre, cefaléia, tosse e coriza; Meningite Asséptica, manifestando-se em 1% dos casos, com sintomatologia inicial inespecífica e, posteriormente, sinais de irritação meníngea (Kernig e Brudzinski positivos) e rigidez de nuca; e as Formas Paralíticas, que apresentam quadro clássico de paralisia flácida aguda (PFA). O déficit motor instala-se subitamente e a evolução dessa manifestação, frequentemente, não ultrapassa 3 dias. Acomete, em geral, os membros inferiores, de forma assimétrica, tendo como principal característica a flacidez muscular, com sensibilidade conservada e arreflexia no segmento atingido. Apenas as formas paralíticas possuem assimetria, acometendo, sobretudo, a musculatura dos membros, com mais frequência os inferiores; flacidez muscular, com diminuição ou abolição dos reflexos profundos na área paralisada; sensibilidade preservada e persistência de alguma paralisia residual (sequela) após 60 dias do início da doença. Entretanto, estas formas da doença são pouco frequentes, comparadas às formas inaparentes da infecção (1 a 1,6% dos casos). A paralisia dos músculos respiratórios e da deglutição implica em risco de vida para o paciente. Esta doença encontra-se erradicada no país desde o início dos anos 90, em virtude de êxito da política de prevenção, vigilância e controle desenvolvida pelos três níveis do Sistema Único de Saúde (SUS).

Fonte: Doenças Infecciosas e Parasitárias: Guia de Bolso. 8ª edição. Pág. 338. Ministério da Saúde: Brasília/DF, 2010.

 

QUESTÕES SIGA

 

1. Analise o caso abaixo e assinale a opção correta:

Os acadêmicos do primeiro semestre do curso de Medicina, matriculados na disciplina Saúde Coletiva I, receberam a tarefa de pesquisar esquemas vacinais contra a poliomielite adotados em cinco países selecionados. Os alunos, distribuídos em cinco equipes (X, Y, Z, W e T), concentraram suas buscas em páginas eletrônicas da internet, oficiais ou não, considerando a idade da criança (em meses), a vacina (VIP ou VOP) e a dose.

Os resultados, por equipe, estão consolidados no quadro abaixo.

Considerando os tipos VIP (vacina poliomielite 1, 2 e 3 inativada) e VOP (vacina poliomielite 1, 2 e 3 atenuada), o esquema adotado no Brasil foi o identificado pela equipe 

 

a) Equipe X.

b) Equipe Y.

c) Equipe Z.

d) Equipe W.

e) Equipe T.

 

2. A poliomielite é uma doença infecto-contagiosa viral aguda, caracterizada por um quadro de paralisia flácida de início súbito, que se manifesta por:

 

a) Forma de infecções inaparentes ou assintomáticas, podendo ocorrer entre 90 a 95% dos casos;

b) Forma abortiva, em 5% dos casos, caracterizada por sintomas inespecíficos como febre, cefaleia, tosse e coriza;

c) Forma de meningite asséptica, manifestando-se em cerca de 1% dos casos, com sintomatologia inicial inespecífica e, posteriormente, sinais de irritação meníngea (Kernig e Brudzinski positivos) e rigidez de nuca;

d) Formas paralíticas, que apresentam quadro clássico de paralisia flácida aguda (PFA).

e) Todas estão corretas.

 

3. A poliomielite ou paralisia infantil é uma doença infecto-contagiosa viral aguda, caracterizada por quadro de paralisia flácida, de início súbito. É causada por poliovírus que pertencem ao gênero enterovírus, da família Picornaviridae.

Até a primeira metade da década de 1980, a poliomielite foi de alta incidência no Brasil, contribuindo de forma significativa para a elevada prevalência anual de sequelas físicas observada naquele período. No Brasil, o último caso de infecção pelo poliovírus selvagem ocorreu em 1989, na cidade de Souza/PB.

Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Guia de vigilância epidemiológica. 6. ed. Brasília, 2005 (com adaptações).

O Brasil controlou a poliomielite porque:

a) conseguiu elevar a cobertura vacinal de tal modo a cobrir todas as crianças, atingindo também os grupos que apresentam algum tipo de imunodeficiência.

b) funcionou muito bem a estratégia do governo em vacinar toda a população com vacinas contendo vírus mortos, para proteção individual do cidadão.

c) houve diminuição do vírus selvagem que circulava na natureza devido às melhorias em relação ao atendimento à população com rede de esgotos e água tratada.

d) o vírus selvagem causador da poliomielite sofreu mutação espontânea na natureza e passou a ser menos virulento até se tornar incapaz de causar a doença.

e) a vacina oral utilizada nas campanhas, além de propiciar imunidade individual, aumentou a imunidade de grupo na população em geral com a disseminação do poliovírus vacinal no meio ambiente.

 

4. Após a administração da Vacina Oral contra a Poliomielite (VOP), a criança regurgita. O que você faz?

 

a) Não faz nada.

b) Administra uma nova dose.

c) Deixa a criança em observação.

d) Orienta a mãe para que observe a criança.

e) Administra glicose para evitar perda da vacina.

 

5. Assinale a alternativa correta em relação à poliomielite em sua forma paralítica.

 

a) Os reflexos osteotendinosos profundos estão presentes e normais.

b) A disfunção vesical está geralmente presente.

c) Os sinais de irritação meníngea geralmente estão ausentes na fase aguda da doença.

d) Não existem alterações da sensibilidade em membros, nem quadro álgico associado.

e) O sinal de Babinsky encontra-se ausente.

 

6. A técnica de PCR (Polimerase Reação em Cadeia) permite a amplificação da sequência alvo do genoma viral em pelo menos cem mil vezes, em poucas horas, aumentando consideravelmente a sensibilidade do diagnóstico viral, permitindo a identificação do tipo e origem do vírus isolado. Neste contexto, assinale a opção que completa corretamente a sentença:

O sequenciamento dos nucleotídeos do vírus da poliomielite identifica a quantidade de mutações na região da proteína VP1 e as possíveis recombinações que possam ter ocorrido. O vírus é considerado como vacinal se o número de mutações na região VP1 for inferior a 1%. Quando o nível de divergência dessas mutações ocorrerem entre 1 a 15%, o vírus é considerado um:............................ podendo adquirir neurovirulência sendo classificados para fins de vigilância epidemiológica como vírus selvagem; se for superior a 15%, trata-se de um .........................

a) Poliovírus Derivado Vacinal e Poliovírus Selvagem.

b) Poliovírus Selvagem e Poliovírus Derivado Vacinal.

c) Poliovírus atenuado e Vírus da Poliomielite Endêmica.

d) Vírus da Poliomielite Endêmica e Poliovírus atenuado Vacinal.

e) Poliovírus sintético e Poliovírus selvagem.

 

7. Dentre os fatores decisivos para a erradicação da poliomielite, no Brasil, é correto citar:

 

a) o avanço na elaboração de medicamentos anti-virais eficazes no combate à doença.

b) os elevados níveis de cobertura vacinal nas campanhas a partir de 1988.

c) a diminuição do reservatório natural do vírus na natureza.

d) as melhorias nas condições de habitação e higiene da população a partir de 1988.

e) a baixa virulência de cepas virais circulantes no país e nas Américas a partir de 1987.

 

8. Em relação aos exames inespecíficos para o diagnóstico da poliomielite, considere as seguinte afirmativas:

 

a) O Exame do Líquor é necessário para fazer o diagnóstico diferencial com a síndrome de Guillain-Barré e com as meningites que evoluem com deficiência motora.

b) Na Poliomielite, observa-se um discreto aumento do número de células, podendo haver discreto aumento de proteínas no líquor.

c) Na síndrome de Guillain-Barré, ocorre uma dissociação proteino-citológica (aumento acentuado de proteínas) e, nas meningites, aumento do número de células, com alterações bioquímicas no líquor.

d) A eletroneuromiografia pode contribuir para descartar a hipótese diagnóstica de Poliomielite.

e) Todas estão corretas.

 

9. Em relação ao tratamento da poliomielite viral é correto afirmar:

 

a) Não há tratamento específico, mas todos os casos com manifestações clínicas devem ser internados para tratamento de suporte.

b) Amantadina e rimantadina são drogas similares e licenciadas a alguns anos. Apresentam entre 70 a 90% de eficácia na prevenção da doença pelo vírus da Poliomielite, em adultos jovens e crianças, caso sejam administradas profilaticamente durante o período de exposição ao vírus.

c) Ocetalmivir e Zanamivir fazem parte de uma nova classe de drogas que inibem a neuraminidase dos vírus da poliomielite.

d) Cloranfenicol, na dose de 75 a 100mg/kg/dia, EV, até o máximo de 6g/dia, fracionada em 4 doses diárias (6/6 horas), ou Ceftriaxona, na dose de 100mg/kg/dia, EV, até o máximo de 4g/dia, dividida em 2 doses (de 12/12 horas), por 7 a 10 dias.

e) Todas estão corretas.

 

10. Em relação ao vírus da poliomielite derivados dos vírus vacinais, considere as seguintes afirmativas:

I - Os vírus vivos atenuados da vacina Sabin replicam no intestino e são excretados por mais de seis semanas. Durante a replicação no intestino, alguns vírus podem sofrer mutações e readquirir suas propriedades virulentas. Esses vírus podem circular em comunidades com baixa cobertura vacinal e causar paralisia clinicamente indistinguível da causada por vírus selvagens.

II - Os vírus derivados dos poliovírus vacinais apresentam mais de 1% de diferença em seu genoma comparados aos vírus Sabin. Estima-se que, quanto maiores as diferenças no genoma dessas cepas em comparação com os genomas dos vírus vacinais, maior o tempo de permanência desses vírus mutantes em determinada região. 

III - Como a maioria das infecções por poliovírus é assintomática ou oligossintomática, em geral, existe um atraso importante na detecção desses vírus, a menos que haja um excelente sistema de vigilância.

a) Apenas a afirmativa I está correta.

b) Apenas as afirmativas I e III estão corretas.

c) Apenas as afirmativas I e II estão corretas.

d) Apenas as afirmativas II e III estão corretas.

e) As afirmativas I, II e III estão corretas.

 

11. Em relação as manifestações clínicas da poliomielite, considere as seguintes proposições:

I - Formas paralíticas, que apresentam quadro clássico de paralisia flácida aguda (PFA). O déficit motor instala-se subitamente e a evolução dessa manifestação, frequentemente, não ultrapassa 3 dias.

II - Acomete em geral os membros inferiores, de forma assimétrica, tendo como principal característica a flacidez muscular, com sensibilidade conservada e arreflexia no segmento atingido.

III - Apenas as formas paralíticas possuem características típicas: instalação súbita da deficiência motora, acompanhada de febre; assimetria, acometendo, sobretudo, a musculatura dos membros, com mais frequência os inferiores; flacidez muscular, com diminuição ou abolição de reflexos profundos na área paralisada; sensibilidade preservada e persistência de alguma paralisia residual (sequela) após 60 dias do início da doença.

a) Apenas a proposição I está correta.

b) Apenas as proposições I e II estão corretas.

c) Apenas as proposições I e III estão corretas.

d) Apenas as proposições II e III estão corretas.

e) As proposições I, II e III estão corretas.

 

12. Em relação a vigilância epidemiológica da poliomielite, julgue as seguintes sentença:

I - Em virtude das características de transmissão do poliovírus, silenciosa e rápida, e da ocorrência de grande número de infecções sem manifestações clínicas, a vigilância deve ser intensificada quando da notificação de casos de Paralisia Flácida Aguda (PFA) que tenham suspeita de Poliomielite. 

PORQUE

II - A intensificação da notificação de casos de Paralisia Flácida Aguda (PFA)  implica em abranger, além do local de residência do doente, as localidades visitadas nos 30 dias anteriores ao início da paralisia, em caso de viagem, bem como os locais de residência de possíveis visitas recebidas no mesmo  período, onde pode estar a provável fonte de infecção.  

a) A asserção I é verdadeira e II justifica I.

b) A asserção I é verdadeira e II não justifica I.

c) A asserção I é falsa e II é verdadeira.

d) A asserção I e II são falsas.

e) A asserção II é verdadeira e I justifica II.

 

13. Entende-se por criança adequadamente vacinada contra poliomielite aquela que:

 

a) recebeu três ou mais doses da vacina oral contra a Poliomielite, com um intervalo mínimo de 30 dias entre cada dose.

b) recebeu duas doses da vacina oral contra a Poliomielite, com um intervalo mínimo de 30 dias entre cada dose.

c) recebeu quatro ou mais doses da vacina oral contra a Poliomielite, com um intervalo mínimo de 30 dias entre cada dose.

d) recebeu uma ou mais doses da vacina oral contra a Poliomielite, com um intervalo mínimo de 60 dias entre cada dose.

e) recebeu três ou mais doses da vacina oral contra a Poliomielite, com um intervalo mínimo de 90 dias entre cada dose.

 

14. O agente etiológico da poliomielite é O poliovírus pertencente ao gênero:

  

a) Enterovírus, da família Picornaviridae, composto de três sorotipos 1, 2 e 3.

b) retrovírus, da família Picornaviridae, composto de três sorotipos 1, 2 e 3.

c) Paramixovírus, da família Enteroviridae, composto de três sorotipos 1, 2 e 3.

d) Ortomixovírus, da família Enteroviridae, composto de três sorotipos 1, 2 e 3.

e) Enterovírus, da família Paramixoviridae, composto de três sorotipos 1, 2 e 3.

 

15. O Brasil adota em seu esquema vacinal básico a vacina antipólio oral (VPO - Sabin), no seguinte esquema:

 

a) 1ª dose, aos 2 meses; 2ª dose, aos 4 meses; 3ª dose, aos 6 meses; reforço, aos 15 meses.

b) 1ª dose, ao nascer; 2ª dose, aos 3 meses; 3ª dose, aos 6 meses; reforço, aos 12 meses.

c) 1ª dose, no primeiro mês; 2ª dose, aos 3 meses; 3ª dose, aos 5 meses; reforço, aos 15 meses.

d) 1ª dose, ao nascer; 2ª dose, aos 4 meses; 3ª dose, aos 6 meses; reforço, aos 15 meses.

e) Dose unica aos 2 meses e reforços constante nas campanhas.

 

16. O diagnóstico laboratorial da poliomielite é realizado a partir de uma amostra de fezes do caso ou de seus contatos para isolamento do vírus. Neste contexto considere as seguintes informações:

I - Deve ser coletada, até o 14º dia do início do déficit motor, uma amostra de fezes em torno de 4 a 8 gramas, correspondente a um volume de 2/3 de um coletor padrão. 

II - As amostras deverão ser conservadas em freezer a –200C até o momento do envio ao laboratório de referência. 

III - Se não houver freezer, conservar em congelador de -5 a -15 C por um período, no máximo, 3 meses. 

Conclui-se que:

a) Apenas as informações I e III estão corretas.

b) Apenas as informações II e III estão corretas.

c) Apenas as informações I e II estão corretas.

d) Apenas a informação I está correta.

e) As informações I, II e III estão corretas.

 

17. Período de incubação da poliomielite:

 

a) Geralmente, de 7 a 12 dias, podendo variar de 2 a 30 dias.

b) Geralmente, de 7 a 12 meses, podendo variar de 2 a 30 meses.

c) Geralmente, de 1 a 7 dias, podendo variar de 2 a 5 dias.

d) Geralmente, de 1 a 7 meses, podendo variar de 2 a 5 meses.

e) Geralmente, de 1 a 3 dias, podendo ser até de 5 dias.

 

18. São Polineurite pós-infecciosa e outras infecções que causam paralisia que fazem parte do diagnóstico diferencial da poliomielite, exceto:

 

a) Síndrome de Guillain-Barré e mielite transversa.

b) Raiva, sarampo, caxumba e rubéola.

c) Meningite viral e meningoencefalite.

d) Infecções por outros enterovírus (ECHO 71, e Coxsackie, especialmente do grupo A, tipo 7).

e) Síndrome de Guillain-Barré e Infecções por enterovírus (ECHO 71, e Coxsackie, especialmente do grupo A, tipo 7).

 

19. Segundo os indicadores e metas mínimas estabelecidas para acompanhamento e avaliação da qualidade de vigilância epidemiológica das Paralisias Flácidas Agudas (PFA)/ Polio erradicação a Taxa de notificação de PFA deve:

 

a) Ser de, no mínimo, um caso para cada 100.000 habitantes menores de 15 anos de idade.

b) Ser de, no mínimo, dez caso para cada 100.000 habitantes menores de 10 anos de idade.

c) Ser de, no mínimo, um caso para cada 10.000 habitantes menores de 15 anos de idade.

d) Ser de, no mínimo, cem caso para cada 100.000 habitantes menores de 25 anos de idade.

e) Ser de, no mínimo, um caso para cada 10.000 habitantes menores de 5 anos de idade.

 

20. Todo caso de deficiência motora flácida, de início súbito, em pessoas menores de 15 anos, independente da hipótese diagnóstica de Poliomielite. É a definição de caso:

 

a) Suspeito.

b) Indeterminado.

c) Confirmado, vírus selvagem.

d) Infecção por Poliovírus Derivado Vacinal.

e) Não poliomielite.

 

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