Prof.Dr.Luis Carlos Figueira de Carvalho

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DEFEITOS NAS GLICOPROTEÍNAS

DEFEITOS NAS GLICOPROTEÍNAS

DEFEITOS NO CATABOLISMO DE GLICOPROTEÍNAS

Pesquisa realizada por:  TAINÁ SANTINI FERNANDES ASSUNÇÃO

DISCIPLINA BIOQUIMICA METABÓLICA. CURSO DE MEDICINA. UEMA. CAXIAS-MA

 

 

            As proteínas são compostas por cadeias muito longas de aminoácidos que adquirem certa forma no espaço, facilitando suas funções. Um grande número de proteínas também contém cadeias de açúcares ligadas a elas, aumentando a sua estabilidade. São as glicoproteínas e é essa cadeia de açúcar o que determina a sua forma no espaço, facilita a sua interação com outras proteínas e também a diferenciação e o desenvolvimento celular. Ou seja, glicoproteínas são definidas como proteínas conjugadas de um ou mais sacarídeos ligados por ligação covalente a uma proteína.

            Apresentam papel bastante importante no corpo. Em membranas celulares, estão diretamente ligadas às funções biológicas da membrana além de relacionadas aos comportamentos celulares apresentados. Constituem, também, o muco secretado pelo tecido epitelial com função de lubrificação e proteção do tecido dos sistemas respiratório, sistema gastrointestinal e sistema reprodutor feminino. Em se tratando do sistema reprodutor feminino, o hormônio folículo-estimulante (FSH), hormônio luteinizante (LH) e gonadotrofina coriônica são exemplos de glicoproteínas.  

            Defeitos no catabolismo de glicoporteínas é um tipo de erro metabólico. Por erro metabólico entende-se que, quando há a sua ocorrência, algumas das reações de acoplamento de açúcares às proteínas não se realizam corretamente e isso afeta a composição final de muitas dessas proteínas conjugadas. Certos distúrbios naturais do processo metabólico do ser humano decorrem de defeitos na execução da atividade das enzimas glicosidases lisossomais.         

            Existem várias patologias relacionadas aos defeitos enzimáticos na degradação de glicoproteína, dentre elas:

* A aspartilglicosaminúria (AGU) é uma doença caracterizada pela sobrecarga lisossomal autossômica recessiva que é decorrente da deficiência da enzima N-aspartilglicosaminidase. Como conseqüência, há acúmulo nos tecidos e elevação na excreção de glicoasparagina na urina. Os sinais clínicos mais comuns são atraso de desenvolvimento, fraca coordenação dos movimentos, atraso da linguagem, dismorfia facial entre outros. O tratamento atualmente ainda é baseado em tentativas e de poucos resultados conhecidos.

* A manosidose é uma doença hereditária de armazenamento lisossomal caracterizada por um déficit da enzima alfa-D-manosidase. O quadro clínico apresenta imunodeficiência, anomalias faciais e esqueléticas (dismorfia facial), perda auditiva, deficiência intelectual e atraso psicomotor claro e habitual.


Síndrome de glicoproteínas deficientes em carboidratos(defeitos congênitos da glicosilação) 

ALUNOS: Amanda Santos Barros, Ana Clara Laundos Oliveira, Ana Karoline Mota da Silva, Ana Elizia Denadai Resende, Andressa Barros Farias de Melo, Nicoly de Oliveira e Sara Laís Costa.

Relato de caso: Sexo feminino, 26 anos; Admitida com 1 mês de vida por icterícia persistente, vómitos e hepatoesplenomegalia; Analiticamente com anemia, colestase, citólise hepática e coagulopatia; O rastreio infecioso, metabólico, endocrinológico foram negativos; aos 4 meses efetuada biópsia hepática com presença de fibrose; Iniciada vitamina K com resolução da icterícia aos 5 meses, mantendo disfunção hepática; Valorizados sinais dismórficos e aos 2 anos efetuou estudo da transferrina deficiente em carbohidratos com resultado anormal; perante suspeita de deficiência fosfomanose-isomerase iniciada manose sem melhoria; Posteriormente a focagem isoelétrica da transferrina revelou padrão tipo II. Nunca registou hipoglicemias. Aos 8 anos diagnóstico de diabetes mellitus tipo 1; Na adolescência instalação de escoliose, hematúria e microalbuminuria recorrentes com diagnóstico de glomerulonefrite membrano-proliferativa; Manteve desenvolvimento psicomotor e avaliações cardíaca, neurológica e oftalmológica normais; O exame em trio identificou uma substituição de novo em heterozigotia c.1267C>T no gene SLC37A4. Esta variante altera a localização do G6PT1 provocando um CDG tipo II (SLC37A4-CDG).

 

Definição: São um grupo de doenças hereditárias que afetam a glicosilação, um processo pelo qual todas as células humanas acumulam açúcares de cadeia longa que estão ligados a proteínas. Em conjunto, as proteínas e os açúcares a elas ligados denominam-se glicoproteínas. As glicoproteínas têm uma enorme variedade de funções muito importantes no corpo humano, e são necessárias ao crescimento e funcionamento normal de todos os tecidos e órgãos. A CDG é uma doença muito rara, sua prevalência é estimada em 1:50 000 a 1:100 000.

Sintomas: De uma forma geral, o atingimento neurológico é o mais frequente (por exemplo ataxia, alteração do tónus muscular, atraso do desenvolvimento ou epilepsia), mas pode não estar presente. É também comum o envolvimento oftalmológico, esquelético e hepático. Existe ainda um conjunto de manifestações clínicas sugestivas deste grupo de doenças, nomeadamente dismorfias faciais típicas, a presença de mamilos invertidos, estrabismo e a distribuição anormal da gordura corporal. Muitos doentes apresentam também alterações analíticas associadas à hipoglicosilação, que são pistas diagnósticas (por exemplo a diminuição de alguns factores da coagulação) e alterações na ressonância magnética cerebral (por exemplo a hipoplasia do cerebelo).

Causa (origem): A nível das células, um grande número de proteínas e de lípidos encontra-se ligado a cadeias de açúcares, chamados glicanos, que são importantes para a aquisição da sua forma, estabilidade e funcionamento, nomeadamente na interação com outras moléculas. A este processo designa-se glicosilação. Nestas doenças ocorre um erro genético que altera a síntese e acoplamento dos glicanos. Como as glicoproteínas e glicolípidos finais têm localizações e funções muito diferentes dentro das células, dependendo do defeito e, consequentemente do tipo e número de glicoproteínas/glicolípidos afetados, podemos ter doenças com vários órgãos atingidos.

DiagnósticoO diagnóstico dos defeitos congénitos da glicosilação é um desafio, dado a grande variabilidade de manifestações e a ausência de um exame diagnóstico global e único. Muitas vezes é utilizado um teste de rastreio, a focagem isoelétrica de transferrina, mas que apenas é positivo em cerca de metade dos casos. Assim, a suspeição clínica é fundamental, devendo ser equacionado como hipótese diagnóstica em qualquer quadro clínico inexplicado.

Tratamento: Atualmente apenas estão disponíveis tratamentos para alguns tipos de defeitos congénitos da glicosilação, que incluem a suplementação dietética (por exemplo galactose no PGM1-CDG e manose no MPI-CDG) ou a transplantação de órgãos (por exemplo transplante hepático no MPI-CDG), havendo, contudo, a expectativa de que a investigação em curso possa permitir desenvolver novas terapêuticas. Nos restantes casos, existem tratamentos dirigidos ao controlo dos sintomas e prevenção, que permitem melhorar a qualidade de vida dos doentes e seus cuidadores. Para isso, é fundamental que os doentes sejam acompanhados por uma equipe multidisciplinar e num centro com experiência no seguimento destas doenças.

 

 

Referência bibliográfica

https://spp.eventkey.pt/reports/reports.aspx?ref=resumofinal1&evento=10&form ulario=30&render=pagina&cod=11634&chave=0033620972

https://www.atlasdasaude.pt/artigos/doencas-congenitas-da-glicosilacao-faltade-informacao-e-um-dos-principais entravesao#:~:text=Que%20sinais%20podem%20indicar%20a,envolvimento%20oftalm ol%C3%B3gico%2C%20esquel%C3%A9tico%20e%20hep%C3%A1tico.

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