Prof.Dr.Luis Carlos Figueira de Carvalho

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ENTEROBACTÉRIAS

ENTEROBACTÉRIAS

Taxonomia

 

Phylum: Proteobacteria  -                 Classe: γ-Proteobacteria

Ordem: Enterobacteriales                 Família: Enterobacteriaceae

Características principais:  Bacilos Gram-negativos, aeróbios e facultativos, não esporulados, usualmente móveis, fermentativos, oxidase negativo e catalase positivo

METABOLISMOS 

  • Metabolismo do ácido pirúvico. Os membros da família Enterobacteriaceae podem metabolizar o ácido pirúvico a ácido fórmico e outros produtos:
  • Fermentação do ácido fórmico. O ácido fórmico pode ser convertido a H2 e CO2  pela hidrogenoliase fórmica

                                      HCOOH -> CO2 + H2

  • Há dois tipos de fermentação do ácido fórmico:
    •  Fermentação ácida mista  (E. coli, Salmonella, Proteuse outros géneros)
      • excreção de etanol
      • mistura complexa de ácidos
        • á. acético
        • á. láctico
        • á. succínico
        • á. fórmico
        • CO2 + H2 (1 : 1)
        • Fermentação butanodiol (Enterobacter, Serratia, Erwinia e algumas espécies de Bacillus)
          • 2-3-butanodiol
          • etanol
          • ácidos (pequena quantidade): acético, láctico, succínico e fórmico
          • CO2 + H2 (5 : 1)

Classificação

  • A família integra 47 géneros e mais de 300 espécies
  • Os géneros mais importantes do ponto de vista médico e veterinário
    • Escherichia
    • Salmonella
    • Proteus
    • Klebesiella
    • Shigella
    • Yersinia
    • Citrobacxter
    • Hafnia
    • Serratia
    • Proteus
    • Providencia
    • Enterobacter
    • Edwardsiella

 

 Habitat

 

  • As enterobactérias têm uma distribuição ubiquitáriaMuitas das enterobactérias fazem parte da flora normal do tracto digestivo.
    • São potencialmente patogénicas
    • ou são espécies não patogénicas.
  • Algumas espécies de vida livre, ocorrem no solo e na água.
  • A contaminação fecal da água é indicada pela presença de Escherichia coli.
  • Espécies de Klebsiella (incluindo K. pneumoniae), Enterobacter e Citrobacter têm sido recuperados a partir de legumes.

 

 Modo de infecção e transmissão

  • É quase sempre por ingestão
  • Os fomitos são especialmente importantes.
  • Algumas infecções são endógenas.

 Patogenicidade

  • As manifestações clínicas e trocas patológicas são parcialmente o resultado da acção das endotoxinas.
  • As enterotoxinas de E. coli são importantes nas enfermidades diarreicas.
  • Salmonella e Shigella são francamente patogénicas.
  • Proteus, Serratia, Klebsiella e Enterobacterna maior parte dos casos são oportunistas
    • produzem enfermidade em certas condições
      • trauma nos tecidos (mastites)
      • feridas debilitantes
      • malnutrição.

  Escherichia coli

  • Faz parte da flora normal do tubo digestivo dos mamíferos e aves, onde assume o estatuto de comensal
  • É recuperada a partir de uma grande variedade de infecções em muitas espécies animais
    • como agente primário
    • como agente secundário

 Os jovens animais são particularmente mais susceptíveis, e as infecções urinárias as mais frequentes.

 Constituição antigénica

  • O “mosaico” antigénico de E. colié definido por uma série de determinantes:
    • O – parede celular
    • F – fímbrias
    • H – flagelar
    • K – cápsula

 E. coli 0157. Micrografia por transmissão electrónica. O157 refere-se  ao tipo de antigénio de E. coli que, neste caso, é basedo na estructura molecular  precisa do polissacarídeo  O-especifico no LPS da parede celular.

 Toxigénese

  • EndotoxinasCitotoxinas necrozantes
    • provocam fenómenos de hipersensibilidade
  • Verotoxinas
  • Enterotoxinas
    • LT – termolábil
    • ST – termoestável

 

 Estirpes enteropatogénicas

  • Conhecem-se 6 categorias de E. coli, do ponto de vista patogénico:
    • enterotoxigénicas (ETEC)
    • enteropatogénicas (EPEC)
    • enteroinvasivas (EIEC)
    • enterohemorrágicas (EHEC)
    • enteroagregativas (EHEC)
    • necrotoxigénicas (NTEC)

 Factores de virulência de E. coli i solada de infecções fora do intestino

 

Factor de virulência

Patogénese

Plasmídeo col V

-Codifica para o sideróforo (aerobactina) para a quelação do Fe

-Aumenta a resistência bacteriana ao soro

Hemolisina

-Danifica as células do hospedeiro;

-Liberta o Fe dos glóbulos vermelhos

Enteroquelina

-quela o Fe para a absorção bacteriana

Antigénio K1

-Impede a fagocitose

-Bloqueia a ligação do factor C3b

P-pili

-Permitem a ligação às células do tracto urinário, especialmente nos rins

Pili tipo 1

- Permitem a ligação (1) ao epitélio da bexiga, (2) aos resíduos de D-manose em várias células

 Estirpes ETEC

  • Das seis categorias, é a mais importante causadora de diarreia em vitelos, borregos e leitões
      • As enterotoxinas juntamente com os antigénios fimbriares são os factores de virulência mais destacáveis identificados em ETEC
      • Duas enterotoxinas, uma termostável (ST) e outra termolábil (LT), são produzidas pelas estirpes ETEC, ambas plasmídeodependentes
        • a LT estimula a adenilciclase, que converte ATP em AMP-cíclico (AMPc). O AMPc induz a excreção de Cl- e inibe a absorção de Na+ (de modo semelhante à toxina colérica), provocando uma grande perda de fluidos.
        • A ST activa a guanilciclase, que converte GTP em GMP –cíclico (GTPc). Induz a excreção de electrólitos e água para o lumen intestinal
          • diarreia líquida característica
          • As culturas K88 de ETEC estão normalmente associadas com a diarreia primária em suinos eas culturas K99 de ETEC com a diarreia primáriaem vitelos
            • A letra K refere-se, normalmente aos antigénios de superfície, designadamente de natureza fímbrica
            • A colonização do intestino delgado pelas estirpes enterotoxigénicas de E. coli depende de certas estruturas fímbricas.

 Estirpes EPEC

    • Por definição, são serogrupos reconhecidos como causadores de síndromes diarreicos em humanos
    • Nos animais, estas estirpes ligam-se às células epiteliais do intestino e destroem as microvilosidades.

 Estirpes EIEC

    • Podem penetrar no epitélio intestinal, principalmente naquele do Intestino grosso, provocando diarreias líquidas
    • Os factores de virulência são de informação cromossómica e plasmídica

 Estirpes EHEC

    • Também são designadas como E. coli verotoxigénicas (VTEC).
    • Mais de  57 serótipos isolados no Homem e animais
    • Colonizam a mucosa intestinal de uma forma íntima
      • Apagam as microvilosidades
      • As fímbrias são de informação plasmídica
      • Produzem verotoxinas tipo I e II
        • também designadas “toxinas shigelóides” tipo I e II
        • activas contra células vera e HeLa
        • Colonizam o epitélio do intestino e destroem as microvilosidades
        • Não são enteroinvasivas
        • O sorótipo O157:H7 é o mais importante associado no Homem com
          • colite hemorrágica
          • sindrome urémico e hemorrágico
            • mortes nos Estados Unidos por consumo de hamburgers
            • podem estar presentes no tubo digestivo dos bovinos

Estirpes EAEC

    • Provocam diarreias em humanos
    • Nunca foi evidenciada a sua presença como agentes patogénicos em animais domésticos

 Estirpes NTEC

    • Provocam diarreias
      • Homem
      • Vitelos
      • Borregos
      • Suinos
      • Produzem citotoxinas necrosantes
        • CNF1 e CNF2
          • NTEC2 – isoladas apenas em vitelos

 Doenças causadas por E. coli - colibaciloses

  • A designação colibacilose é um termo geral que denota uma infecção por E. coli
    • caracterizada por um ou mais dos seguintes sintomas:
      •  diarreia
      • enterite
      • septicémia ou bacteriémia
  • colibacilosesContrariamente a outras enterobactérias, com a excepção de Yersinia, as Salmonellae são parasitas intracelulares obrigatórios
    • colibacilose dos recém-nascidos
    • doença dos edemas (suinos)
    • diarreia do pós-desmame (suinos)
  •  As estirpes invasivas
    • são fagocitadas pelos macrófagos, e espalhadas pelo sistema linfático, pela corrente sanguínea ou por ambos
    • Conhecem-se 3 formas principais de salmoneloseem humanos:
      • febres entéricas
      • septicémia
      • gastroenterite
      • As formas observadas em animais são:
        • septicémias hiperagudas
        • enterites agudas
        • enterites subagudas
        • enterites crónicas.

 Salmonella

  • As salmonellae são actualmente agrupadas em uma única espécie
    • Salmonella enterica
  • S. entericasubdivide-se em sete subespécies com base em características bioquímicas diferenciais
    • enterica
    • salamae
    •  arizonae
    • diarizonae
    • houtenae
    • indica
    • bongori
    • A quase totalidade (99,7 %) de Salmonellae isoladas no Homem e animais pertencem à subespécie enterica
    • As estirpes das outras subespécies são sobretudo encontradas
      • em  animais poiquilotérmicos
      • no meio ambiente
      • só muito excepcionalmente estão implicadas em distúrbios da saúde animal e humana

  Doenças provocadas por Salmonella

  • Factores de virulência
    • É geralmente aceite que a endotoxina (lipopolissacarídeo) de Salmonella contribui fortemente  para a patogénese
    • Outros factores  de virulência estão naturalmente associados e que  contribuem para a instalação da doença
      • fímbrias de adesão
      • produção de colicinas
      • enterotoxinas
      • citotoxinas
      • porinas
      • sideróforos
  • Salmonelloses
    • Salmonella typhi é responsável pela febre tifóide  em humanos
    • S. dublin provoca infecções severas em vitelos
    • S. cholerasuis, provoca enterites em suinos
    • S. abortus-bovis, provoca abortos em bovinos
    • S. abortus-ovis, provoca abortos em ovinos
    • S. gallinarum, provoca infecções intestinais agudas em galinhas e perús
    • S. pullorum, provoca severas infecções em pintos

  Isolamento e Cultura

  • As Enterobactereaceae crescem bem nos meios de cultura ordinários
  • Os laboratórios dispoem de meios selectivos que favorecem o crescimento de alguns géneros.

 Colheita de material para laboratório

  • Tecidos, fezes ou material intestinal são normalmente utilizados para as culturas
  • As colónias das várias enterobactérias cultivadas em agár-sangue são muito semelhantes no aspecto, com umas poucas excepções
  • As colónias nos meios selectivos, no entanto, mostram consideráveis diferenças entre os géneros.

 Identificação

  • Depois de observar o tipo e o número de colónias, várias são inoculadas em agar Kligler( sugar iron agar)Estas reacções juntamente com as designadas por IMVIC (indol, metil red, Voges-Proskauer – acetil metil carbinol, utilização de citrato) e outras reacções acessórias, identificam os principais géneros.
    • meio utilizado para  verificar a fermentação de lactose, glucose e a produção de H2S e gás
    • É um meio inclinado que é inoculado primeiro por picada profunda e depois por estria na superfície inclinada e incubado 18 horas a 37 o C
    • Obtêm-se as seguintes reacções:
      • 1 – Superfície alcalina (vermelho) e fundo ácido (amarelo) – só fermentação da glucose
      • 2 – Superfície ácida (amarelo) e fundo ácido (amarelo) – lactose  fermentada; glucose fermentada
      • 3 – Enegrecimento ao longo da linha de picada ou fundo: produção de H2S
      • 4 – Bolhas de gás no agar: algumas enterobactérias fermentativas produzem gás, enquanto muitas outras não

 

 BIBLIOGRAFIA

  • CARTER, G. R., M. M. GHENGAPPA and A. W. ROBERTS, 1995. Essentials of Veterinary Microbiology. 5th Edition, Williams & Wilkins.
  • COSTA, P. C. D. F. M., 1999. Aspectos da interacção das microfloras cecais com as infecções por Salmonella sp. em frangos. Dissertação de Mestrado. Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro.
  • EUZÉBIE, J. P., 1998. Dictionnaire de BácteriologieVétérinaire. Société de Bácteriologie Systématique et Vétérinaire.]
  • PRESCOTT, HARLEY & KLEIN, 2002. Microbiology, 5th edition. McGraw Hill.
  • QUINN, P. J., M. E. CARTER, B. MARKEY and G. R. CARTER, 1994. Clinical Veterinary Microbiology. Wolfe.

 

PRÁTICAS

 

ISOLAMENTO E CARACTERIZAÇÃO DE ENTEROBACTERIAS -COPROCULTURA

 Objetivos: Isolar germes enteropatogênicos de fezes e observar as características morfológicas das colônias dos princiapais germes.

Princípio: A coprocultura fundamenta-se na pesquisa dos enteropatógenos nas fezes, tais como Escherichia coli, Salmonella, Shigella, outras Enterobacterias e Enterococos.

                A pesquisa de outros enteropatógenos tais como Campylobacter, Vibrio cholerae, são realizados em meios de cultura especiais, devendo ser solicitada pelo médico

Material:  Amostra de fezes[1], ágar verde-brilhante ( Kristensen), ágar EMB, ágar SS e caldo selenito ou tetrationato, alça de platina, bico de Bunsen, estufa a 37ºC.

Metodologia:

  • Semear as fezes pelo método de esgotamento, nos seguintes meios de cultura: ágar verde-brilhante (Kristensen) , ágar EMB, ágar SS e ágar-sangue.
  • Incubar os meios a 37ºC por 24 a 48 horas.
  • Observar as características da colônias e proceder a identificação (provas bioquímicas)
  • A semeadura deve ser feita com alça de platina ou bastão em L (espátula de Drigalsk), em três setores de cada placa, de maneira a esgotar progressivamente o inóculo, com vistas à obtenção de colônias isoladas.
  • Semear primeiro os meios de ágar verde-brilhante (Kristensen) e ágar SS e, sem recarregar a alça,  passar para o meio EMB ou Mac Conkey.
  • Para o enriquecimento, semear um fragmento de fezes mais ou menos do tamanho de uma ervilha (ou, em se tratando de fezes líquidas ou de suspensão em meio de transporte, cerca de 1 a 2 ml) em tubos de caldo selenito.
  • Incubar a 37ºC e após 18-24 horas, transportar para os meios de isolamento (Kristensen, SS e EMB).

Resultados:

                No meio de Kristensen (ágar verde brilhante), as colônias de salmonella são róseas, transparentes e circulares; os Proteus são inibidos e crescem apenas na variante “O”, formando colônias róseas circunscritas; os coliformes são inibidos substancialmente, porém os que se desenvolvem produzem colônias opacas e amarelas. Quanto às Shigellas, não se desenvolvem no meio de Kristensen.

                Em ágar SS, crescem bem tanto as Salmonellas quanto as Shigellas, sob a forma de colônias circulares, incolores e transparentes; os Proteus dão colônias “O” que só se distinguem das colônias deSalmonella por serem um pouco maiores e menos transparentes e os coliformes são inibidos ou formam colônias vermelhas.

                Em ágar EMB, as Salmonellas e Shigellas crescem sob a forma de colônias róseas, transparentes, ao passo que os coliformes produzem colônias negras (Escherichia coli) ou colônias mucóides róseas, com centro negro (Enterobacter); os Proteus são inibidos e tendem a formar um véu invasor.

 

IDENTIFICAÇÃO BIOQUÍMICA -  ENTEROBACTERIACEAE

 Objetivos: Realizar provas bioquímicas para identificar as bactérias da familia Enterobacteriaceae

Princípio: As bactéria são identificadas por características morfológicas, fisiológicas, bioquímicas e sorológicas.  As provas bioquímicas se baseiam no metabolismo bacteriano, onde se observa a produção ou degradação de metabólitos, que reagem no meio de identificação produzindo cores características para cada prova.

Material: Placas com colônias isoladas de bactérias Gram-negativas, meios de identificação (EPM, MILI e CIT), alça de platina.

Método: Com as placas contendo colônias isoladas de bactérias Gram-negativas, observar as características das colônias, “pescar” a colônia suspeita,  e semear nos seguintes meios de identificação presuntória: EPM[2], MILI e CIT. Para inocular o meio EPM, introduzir a agulha até o fundo do tubo e ao retirá-la semear a superfície do meio. A inoculação do MILI deve ser feita por picada central, introduzindo a agulha até o fundo do tubo. Incubar a 37ºC por 18-24horas. Fazer a leitura das seguintes provas bioquímicas:

 

EPM

MILI

CIT

Fermentação da glicose

Produção de gás

Produção de H2S

Hidrólise da uréia

Desaminação do Triptófano

Motilidade

Produção de Indol *

Descarboxilação da lisina

 

Metabolização do citrato

 

(*)  Adicionar uma gota do reativo de Kovacs e verificar o aparecimento da cor velmelha em forma de anel na superfície do meio

 Interpretação:  Averiguar as características bioquímicas e procurar na tabela em anexo o germe que mais se assemelha às características

MEIO EPM

  • Fermentação da glicose: cor amarela
  • Produção de gás: formação de bolhas ou deslocamento do meio do fundo do tubo
  • Produção de H2S: Enegrecimento do meio em qualquer intensidade
  • Hidrólise da uréia: Aparecimento da cor azul ou verde-azulada (reação fraca) que se estende para a base do meio, envolvendo-a totalmente ou não
  • Desaminação do Triptofano: aparecimento de cor verde-garrafa no superfície do meio. Quando a reação é negativa, a superfície do meio adquire cor azul ou, raramente, amarela

 MEIO MILI

  • : a bactéria móvel cresce além da picada turvando parcial ou totalmente o meio. A bactéria imóvel cresce somente na picada.Motilidade
  • Descarboxilação da Lisina: quando a lisina é descarboxilada, o meio adquire cor púrpura acentuada ou discreta. Quando o aminoácido não é utilizado, o meio adquire cor amarela nítida nos seus 2/3 inferiores. Considerar o teste positivo sempre que o meio não estiver amarelo
  • Produção de indol:  após a leitura dos testes de motilidade e lisina, adicionar 3 a 4 gotas de reativo de Kovacs a superfície do meio e agitar levemente. Quando a bactéria produz indol, o reativo adquire cor rosa ou vermelha. Quando não o produz, o reativo mantém a sua cor inalterada

 CITRATO: a utilização do citrato revela-se pelo aparecimento de cor azul na superfície do meio. O teste deve ser considerado negativo quando a cor do  meio não sofrer alteração

 Características dos germes da familia Enterobacteriaceae nos meio EPM-MILI-CIT.

EPM

MILI

CIT

GERMES

Base amarela e superfície azul. Ausência de bolha de gás e de enegrecimento: Gás (-); Gli (+), H2S(-),  Urease (-), Trip (-)

Cor amarela, crescimento somente na picada; indol +/-

Verde (-)

Shigella (dysenteriae, flexneri e boydii)

Base amarela e superfície azul. Ausência de bolhas de gás e de enegrecimento: Gli (+),Gás (-), H2S(-),  Urease (-), Trip (-)

Cor amarela, crescimento somente na picada; indol  negativo

Verde (-)

Shigella sonnei

Base amarela e superfície azul com ou sem  bolhas de gás. Ausência de enegrecimento: Gli (+),Gás (+/-), H2S(-),  Urease (-), Trip (-)

Cor amarela, crescimento somente na picada; indol  positivo

Verde (-)

Escherichia coli invasora

Base amarela e superfície azul, geralmente  com bolhas de gás. Ausência de enegrecimento: Gli (+),Gás (+/-), H2S(-),  Urease (-), Trip (-)

Cor púrpura, turvação parcial ou total; indol –positivo

Verde (-)

Escherichia coli clássica enterotoxigênica e outras

Base amarela e superfície azul. Presença de bolhas de gás e de enegrecimento: Gli (+), Gás (+), H2S(+),  Urease (-), Trip (-)

Cor púrpura, turvação parcial ou total; indol – negativo

Verde (-)

Salmonella

Meio azul na base e na superfície. Ausência de bolhas de gás e de enegrecimento: Gli (-), Gás (-), H2S(-), Urease (+), Trip (-)

Cor amarela, crescimento somente na picada; indol  negativo (as vezes positivo).

Verde (-)

Yersinia enterocolítica

 


[1] Dar preferência às fezes com muco, pus e sangue. Recomenda-se o uso de uma solução glicerinada tamponada, como meio preservador para o preparo de uma suspensão de fezes, a qual deve ser de uma evacuação recente.

[2] Meio de Rugai, modificado por alunos da Escola Paulista de Medicina

 QUESTÕES

 

1. Associe os fatores de virulência com o mecanismo de patogenicidade da Escherichia coli

 

Fator de virulência

Patogênese

I - Plasmídeo col V

(       ) Codifica para o sideróforo (aerobactina) para a quelação do Ferro. Aumenta a resistência bacteriana ao soro.

II - Hemolisina

(     ) Danifica as células do hospedeiro. Liberta o Ferro dos glóbulos vermelhos.

III - Enteroquelina

(     ) Capta o Fe para a absorção bacteriana.

IV - Antigenio K1

(     ) Impede a fagocitose. Bloqueia a ligação do fator C3b.

V - P-pili

(     ) Permitem a ligação às células do trato urinário, especialmente nos rins.

VI - Pili tipo 1

(    ) Permitem a ligação (1) ao epitélio da bexiga, (2) aos resíduos de D-manose em várias células.

 

 

Resposta: I - II - III - IV - V - VI

2. A toxina EAST (Enteroagregative E.coli Stable Toxin) é um pequeno peptídeo da família das toxinas ST codificados por genes cromossômicos ou plasmideais muito comum em quais das seguintes categorias de E.coli diarreiogênicas:
 
a) EPEC e EIEC;
b) EAEC e EHEC;
c) EPEC e EAEC;
d) ETEC e EIEC;
e) Todas estão corretas
Resposta: b) EAEC e EHEC;

3. Categoria de Echerichia coli caracterizada pela produção de potentes citotoxinas que apresentam a capacidade de inibir proteínas em cultura de células Vero:
 
a) EPEC;
b) ETEC;
c) EIEC;
d) STEC
e) EHEC;
Resposta: d) STEC

4. Comente sobre as principais doenças causadas por Escherichia coli.
 
Resposta: Intoxicação alimentar: a E.coli é uma causa importante de Gastroenterites. Infecção do trato urinário (ITU): é a mais frequente (cerca de 80% dos casos) causa desta condição em mulheres jovens, podendo complicar em pielonefrite. Resultam da ascensão do organismo do intestino pelo ânus até ao orifício urinário e invasão da uretra, bexiga e ureteres. Frequentemente causadas pelo serovar UPEC. Também conhecida como cistite da lua de mel devido à propensão para aparecer em mulheres sexualmente ativas. Escherichia coli junto a muito maiores leveduras da cerveja ('Saccharomyces cerevisiae) Colecistite . Apendicite Peritonite: se perfurarem a parede intestinas ou do trato urinário. A mortalidade é alta. Meningite: a maioria dos casos de meningite em neonatos é causada pela E.coli. Infecções de feridas Septicemia: causam 15% dos casos da multiplicação sanguínea frequentemente fatal; contra 20% por Staphylococcus aureus. É uma complicação de estágios avançados não tratados de doença nas vias urinárias ou gastrointestinais. A mortalidade é relativamente alta.

5. Comente sobre o mecanismo de patogenicidade da Escherichia coli Enteroagregativa (EAEC)
 
Resposta: EAEC ("Enteroaggregative E.coli"): Têm fímbrias, produzem toxinas semelhantes às da ETEC, resultando em diarreia aquosa ou hemorrágica persistente em crianças. As bactérias têm aparência característica, aglutinando-se umas ás outras em "muros de tijolos".

6. Comente sobre o mecanismo de patogenicidade da Escherichia coli Enterohemorrágica (EHEC)
 
Resposta: EHEC ("Enterohemorragic E.coli"): causam diarréia aquosa inicial que pode progredir em colite hemorrágica e síndrome hemolítico-urémico (que ocorre em 5% das infecções por EHEC). Têm [fímbria]]s aderentes e produzem uma toxina semelhante à shiga-toxina produzida pela Shigella. Podem provocar anemia, trombocitopenia e insuficiência renal aguda potencialmente perigosa.

7. Comente sobre o mecanismo de patogenicidade da Escherichia coli Enteroinvasora (EIEC)
 
Resposta: EIEC ("Enteroinvasive E.coli"): são invasivas e destrutivas da mucosa intestinal, causando úlceras e inflamação. O resultado é diarreia aquosa inicial seguida em alguns doentes de diarreia com sangue e muco, semelhante à da disenteria bacteriana.

8. Comente sobre o mecanismo de patogenicidade das UPEC ( Escherichia coli Uropatogênica)
 
Resposta: UPEC ("Uropathogenic E.coli"): causa frequentemente infecções do trato urinário (ITUs) em mulheres jovens. Têm receptores específicos para moléculas da membrana de células do epitélio da pelve renal. Produzem hemolisinas que lisa os eritrócitos.

9. Como é feito o diagnóstico de infecções causadas por Esherichia coli?
 
Resposta: É feito pela cultura de amostras dos líquidos infectados e observação microscópica om análises bioquimicas. São usadas técnicas genéticas para identificar genes presentes no genoma da E.coli.

10. Como é feito o diagnóstico de infecções causadas por Esherichia coli?
 
Resposta: É feito pela cultura de amostras dos líquidos infectados e observação microscópica om análises bioquímicas. São usadas técnicas genéticas para identificar genes presentes no genoma da E.coli.

11. Com relação ao mecanismo de patogenicidade das EPEC, podemos afirmar:
 
a) Causam diarréias não sanguinolentas epidémicas em crianças, especialmente em países pobres;
b) Têm um fator de adesão aos enterócitos;
c) Produzem enterotoxinas, resultando em destruição dos vilos do intestino delgado, com mal absorção dos nutrientes e consequente diarreia osmótica;
d) Há também febre, náuseas e vômitos;
e) Todas estão corretas
Resposta: e) Todas estão corretas

12. Conhecida como Diarréia do viajante e uma causa muito importante de diarréia em lactentes de paises desenvolvidos; Algumas cepas produzem uma exotoxina termolábil (LT) que ativa a adenil-ciclase e outras produzem a enterotoxina termoestável (ST) que ativa a guanilil-ciclase. Estas são características da Escherichia coli:
 
a) ETEC;
b) EPEC;
c) EHEC;
d) EIEC;
e) EAEC;
Resposta: a) ETEC;

13. Constitui uma importante causa de diarréia em lactentes, adere as células da mucosa, ocorrem perda das microvilosidades, formação de filamentos de actina ou estruturas semelhantes a taças e por vezes ocorre a interiorização, . São características das Escherichia coli:
 
a) ETEC;
b) EIEC;
c) EPEC;
d) EHEC
e) EAEC
Resposta: c) EPEC;

14. Das espécies de Providencia a seguir, qual a que parece ser enteropatogênica?
 
a) Providencia alcalifaciens
b) Providencia rettgeri;
c) Providencia stuarti;
d) Providencia rustigiani;
e) Todas estão corretas
Resposta: e) Todas estão corretas

15. Descreva o mecanismo de patogenicidade da Escherichia coli Enteropatogênica Clássica ( ETEC)
 
Resposta: ETEC ("Enterotoxic E.coli"): são a causa mais comum de diarreia do turista, sendo ingeridas em grandes números em comida mal cozinhada ou água contaminada com detritos fecais. Resolve com imunidade durante vários meses, logo o turista normalmente só é apanhado uma vez. Infectam principalmente o intestino delgado. Sintomas adicionais são dores violentas abdominais, vômitos, náuseas e febre baixa. Produzem enterotoxinas semelhantes à toxina da cólera, com atividade de adenilato ciclase. O aumento do GMPc (um mediador) dentro do enterócito causa aumento da secreção de electrólitos como cloro e sódio para o lúmen intestinal, seguidos de água por osmose. O resultado é diarreia profusa aquosa, tipo água de arroz, sem sangue. A bactéria tem fímbrias que lhe permite aderir fortemente ao epitélio e não ser completamente arrastada pela diarreia volumosa. A doença é perigosa para crianças pequenas devido à desidratação. Deve lhes ser administrada bastante água (mais é melhor que menos) com um pouco de sal e açúcar.

16. Do ponto de vista da medicina humana Edwardsiella tarda é a espécie das Enterobacteriaceae mais importante. É incorreto afirmar:
 
a) É encontrada em animais aquáticos, répteis, cobra e foca;
b) É conhecida como agente de gastenteritides e infeccções de feridas;
c) É conhecida como agente de doenças sexualmente transmissíveis;
d) Embora não seja incluída entre os enteropatógenos, vários estudos tem demonstrado que ela pode causar diarréia;
e) Tem a capacidade de invadir e destruir células HeLa;
Resposta: c) É conhecida como agente de doenças sexualmente transmissíveis;

17. Em relação a diarréia causada pelas ETEC, considere as seguintes afirmativas:

I - O aumento do GMPc (um mediador) dentro do enterócito causa aumento da secreção de eletrólitos como cloro e sódio para o lúmen intestinal, seguidos de água por osmose. II - A colonização resulta na diarréia profusa aquosa, tipo água de arroz, sem sangue; III - A doença é perigosa para crianças pequenas devido à desidratação. Conclui-se que: 

a) Somente as afirmativas I e III estão corretas;
b) Somente as afirmativas II e III estão corretas;
c) Somente as afirmativas I e II estão corretas;
d) Somente a afirmativa III está correta;
e) Todas afirmativas estão corretas.
Resposta: e) Todas afirmativas estão corretas.

18. Em relação a Escherichia coli enteroinvasora (EIEC), considere as seguintes afirmativas:

I – Interage preferencialmente com a mucosa do colon, sendo este o sítio de interação parasito-hospedeiro; II – Clinicamente a doença é acompanhada e febre, mal-estar, cólicas abdominais e diarréia aquosa seguida de disenteria consistindo de poucas fezes, muco e sangue; III – Todos os sorotipos são móveis, apresentando flagelo, sendo  o gene fliC responsável pela expressão de flagelina. Conclui-se que:

a) Somente as afirmativas I e III estão corretas;
b) Somente as afirmativas II e III estão corretas;
c) Somente as afirmativas I e II estão corretas;
d) Somente a afirmativa III está correta;
e) Todas afirmativas estão corretas.
Resposta: c) Somente as afirmativas I e II estão corretas;

19. Em relação a Escherichia coli enteroinvasora (EIEC), considere as seguintes afirmativas:

I -  São estreitamente relacionadas a Shigella, tendo como fatores de virulência as proteínas de invasão Ipa, IcsA e IpgC contidas nos plasmidios denominados plnv; II -  Apresentam enterotoxina termolábil de 62KDa, denominada ShET2, que é codificada pelo genes cromossomais; III -  A capacidade de invasão e sobrevivência das EIEC depende de genes contidos noplasmidio plnv bem como genes cromossômicos. Conclui-se que:

a) Somente as afirmativas I e III estão corretas;
b) Somente as afirmativas I e II estão corretas;
c) Somente as afirmativas II e III estão corretas;
d) Somente a afirmativa III está correta;
e) Todas afirmativas estão corretas.
Resposta: e) Todas afirmativas estão corretas.

20. Em relação a Escherichia coli Enterotoxigenica (ETEC) é correto afirmar:
 
a) Infectam principalmente o intestino delgado;
b) Apresenta sintomas tais como dores violentas abdominais, vómitos, nauseas e febre baixa;
c) Produzem enterotoxinas semelhantes à toxina da cólera, com actividade de adenilato ciclase;
d) A bacteria tem fímbrias que lhe permite aderir fortemente ao epitélio e não ser completamente arrastada pela diarreia volumosa;
e) Todas estão corretas;
Resposta: e) Todas estão corretas;

21. Em relação a Escherichia coli enterotoxigênica (ETEC) é incorreto afirmar:
 
a) Foi definida por sua capacidade em produzir as enterotoxinas termolábil (LT) e termoestável (ST);
b) Apresenta características clínicas, epidemiológicas e patogênicas similares a EHEC O157:H7, considerada como protótipo do grupo;
c) Constitui uma das principais causas da diarreia aguda em crianças menores de 5 anos de idade em todo mundo;
d) Principal agente da ? diarreia do viajante? , acometendo adultos que transitam desde países industrializados até regiões tropicais e subtropicais;
e) Figura como importante patógeno em animais, sendo agente de disenteria em bovinos, diarreia neonatal e pós-desmame em suínos;
Resposta: b) Apresenta características clínicas, epidemiológicas e patogênicas similares a EHEC O157:H7, considerada como protótipo do grupo;

22. Em relação ao Gênero Citrobacter é incorreto afirmar:
 
a) Este grupo de bactérias tem pouca importância clínica, porém as mais importantes são C.freudii e C.diversus;
b) Existe 11 espécies descritas e todas são consideradas enteropatógenos;
c) C.freudii tem sido ligadas a infecções urinárias, bacteremia e infecções respiratórias;
d) A espécie C.diversus é suspeita de estar envolvida em casos de meningites em recém-nascidos;
e) C.rodentium, apesar de não causar infecção em humanos, compartilha fatores de virulência (intimina) semelhante a EPEC e EHEC;
Resposta: b) Existe 11 espécies descritas e todas são consideradas enteropatógenos;

23. Em relação ao gênero Klebsiella é correto afirmar:
 
a) Entre as variedade de infecção extrapulmonares à K. pneumoniae a infecção urinária, tanto em crianças quanto em adultos, é a mais prevalente;
b) A meningite é observada em neonatos portadores de derivação ventrículo-peritoneal e em pacientes com procedimentos neurocirúrgicos de grande porte, relacionados ou não a extravassamento de líquido cefalorraquidiano;
c) K. pneumoniae também pode causar endocardite, infecções dos tecidos moles, feridas cutâneas e enterite;
d) No ambiente hospitalar, as taxas de colonização por K.pneumoniae aumentam em razão direta ao tempo e internação do paciente;
e) Todas estão corretas
Resposta: e) Todas estão corretas

24. Em relação ao gênero Klebsiella é correto afirmar:
 
a) Altas taxas de colonização por Klebsiella podem estar mais associadas ao uso de antimicrobianos do que com os procedimentos hospitalares em si;
b) Surtos hospitalares provocados por organismos multirresistentes a antibióticos, como cepas de K. pneumoniae produtoras de ?-lactamases de espectro estendido (extended-sprectrum beta-lactamases ? ESBL), têm sido relatados em diversos países nos últimos anos;
c) K.rhinoscleromatis é o agente etiológico do rinoescleroma, uma granulomatosa crônica que afetar as mucosas do nariz, os seios paranais, a faringe, a laringe e as vias aéreas inferiores;
d) Atribue-se a K.ozenae à etiologia da ezena, que corresponde a uma rinite atrófica crônica, acompanhada de secreção nasal mucopurulenta fétida;
e) Todas estão corretas.
Resposta: e) Todas estão corretas.

25. Em relação ao gênero Klebsiella, é correto afirmar:
 
( ) É uma bactéria com relevância crescente nas infecções hospitalares e na condição de patógeno oportunista, frequentemente causa infecções em pacientes imunocomprometidos;
( ) A facilidade para colonizar mucosas privilegia K. pneumoniae como patógeno oportunista;
( ) Infecções por K. pneumoniae comprometem, principalmente, o trato urinário, levando a bacteremia grave e à pneumonia aspirativa, com altas taxas de mortalidade e morbidade;
( ) A pneumonia adquirida na comunidade, principalmente por indivíduos etilistas crônicos e com compromentimento da função pulmonar, acontece na maioria das vezes em virtude das dificuldade destes pacientes eliminar as secreções das vias aéreas superiores, sendo este material aspirado para as vias aéreas inferiores, causando infecção;
(X) Todas estão corretas

26. Em relação ao gênero Klebsiella é incorreto afirmar:
 
a) K.granulomatis é o agente do granuloma inguinal, uma doença transmitida sexualmente que secaracteriza por ulcerações nos órgãos genitais e nas regiões inguinal e perianal;
b) K.granulomatis cresce facilmente nos meios de cultura, como Agar simples;
c) K.granulomatis pertencia ao gênero Calimmatobacterium, mas foi transferida para o gênero Klebsiella devido a semelhanças moleculares;
d) K.granulomatis produz lesão com semelhanças anatomo patológicas entre o garnuloma inguinal, o rinoescleroma e a ozena;
e) Atribue-se a K.ozenae à etiologia da ezena, que corresponde a uma rinite atrófica crônica, acompanhada de secreção nasal mucopurulenta fétida;
Resposta: b) K.granulomatis cresce facilmente nos meios de cultura, como Agar simples;

27. Em relação ao gênero Klebsiella, é incorreto afirmar:
 
a) São frequentemente isoladas de materiais biológicos humano;
b) A espécie mais isolada é K.pneumoniae;
c) Não é encontrada nas fezes dos indivíduos normais e, em maior freqüência, na nasofaringe;
d) Nas fezes de crianças e depois do uso de antibióticos, a freqüência é mais elevada;
e) K.pneumoniae é uma causa importante de pneumonia, bacteremias e de infecções em outros órgãos;
Resposta: c) Não é encontrada nas fezes dos indivíduos normais e, em maior freqüência, na nasofaringe;

28. Em relação ao gênero Providencia, é incorreto afirmar:
 
a) É mais frequente em crianças com diarréia do que em controles e um dos seus ribotipos invade células HeLa;
b) Diversas espécies foram isolados de líquor de pacientes com septicemia;
c) Uma das espécie, P.alcalifaciens, parece ser enteropatogênica;
d) Além da espécie P.alcalifaciens, outras espécies foram isoladas de pacientes com infecção urinária;
e) A primeira amostra da espécie envolvida com quadro diarréico foi isolada das fezes de uma criança em São Paulo.
Resposta: b) Diversas espécies foram isolados de líquor de pacientes com septicemia;

29. Em relação aos fatores de colonização da Escherichia coli enterotoxigênica (ETEC), é incorreto afirmar:
 
a) São estruturas filamentosas de natureza proteica, antigênicas e que se encontram distribuídas de forma peritríquia na superfície bacteriana;
b) Embora ocorram em amostras de ETEC patogênicas tanto para o homem como animais, são distintos entre si e apresentam especificidade em relação ao hospedeiro;
c) Diferem através de propriedades morfológicas, antigênicas e também em relação a sequência de aminoácidos da região n-terminal;
d) Pertencem à classe de fimbrias do tipo IV, cujos monômeros (pilinas) apresentam uma sequência N-terminal com alta homologia e contém um resíduo de metionina ou fenilalanina como primeiro aminoácido;
e) Podem apresentar uma estrutura fimbrial, fibrilar ou helicoidal, mas algumas tem uma estrutura não definida sendo então considerada afimbrial.
Resposta: d) Pertencem à classe de fimbrias do tipo IV, cujos monômeros (pilinas) apresentam uma sequência N-terminal com alta homologia e contém um resíduo de metionina ou fenilalanina como primeiro aminoácido;

30. Em relação aos fatores de virulência das EPEC, considere as seguintes afirmativas

I – Os principais fatores de virulência das EPEC típicas incluem uma Fimbrias do tipo IV denominada BFP (Bundle forming pilus), a Proteínas adesiva intimina, um Sistema de secreção do tipo III (SSTT) e várias proteínas secretadas; II – BFP  é encontrada em apenas algumas amostras de EPEC típicas; III – O operon que codifica BFP localiza-se no plasmidio EAF e compreende 14 genes, dos quais o primeiro, bfpA, codifica pilina. Conclui-se que:

a) Somente às afirmativas I e II estão corretas
b) Somente às afirmativas I e III estão corretas
c) Somente às afirmativas II e III estão corretas
d) Somente à afirmativas II está correta;
e) Todas as afirmativas estão corretas;
Resposta: c) Somente às afirmativas II e III estão corretas

31. Em relação aos fatores de virulência das EPEC, considere as seguintes afirmativas

I – Além da Tir, uma série de outras proteínas é secretada por EPEC através do complexo de proteínas que compõem o  SSTT, as quais são conhecidas pelas siglas Esp (EPEC secred protein);  II – EspA, EspB e EspD participam da estrutura do SSTT, enquanto as demais Esp ( F,G,H e Z), bem como proteínas Map (Mitochondrial-associated protein), são injetadas juntamente com tir no citoplasma do enterócito; III – Tir tem dupla função, funciona como receptor da intimina e como elemento de ligação e mobilização de filamento de actina no enterócito. Conclui-se que: 

a) Somente às afirmativas I e II estão corretas;
b) Somente às afirmativas I e III estão corretas;
c) Somente às afirmativas II e III estão corretas;
d) Somente à afirmativas II está correta;
e) Todas as afirmativas estão corretas.
Resposta: e) Todas as afirmativas estão corretas.

32. Em relação aos fatores de virulência das EPEC, considere as seguintes afirmativas:

I  – Após ser secretada pelo SSTT, a proteína Tir é fosforilada por quinases específicas do eritrócito; II – Para atuar como receptor de intimina, a molécula insere-se na membrana do eritrócito com suas extremidades orientadas para o citoplasma e sua porção média (TirM) localizada externamente à membrana; III – A essência da infecção por EPEC deve-se à interação entre a região C-terminal da intimina e TirM, na superfície da célula eucariótica, que desperta uma intensa resposta celular. Conclui-se que:

a) Somente às afirmativas I e II estão corretas;
b) Somente às afirmativas I e III estão corretas;
c) Somente às afirmativas II e III estão corretas;
d) Somente à afirmativas II está correta;
e) Todas as afirmativas estão corretas.
Resposta: e) Todas as afirmativas estão corretas.

33. Em relação aos fatores de virulência das EPEC, considere as seguintes afirmativas:

I – Intimina é uma proteína de membrana externa de 94KDa, que apresenta uma alta variabilidade na composição de aminoácidos da sua C-terminal; II – A porção C-terminal da intimina liga-se a seu receptor, a proteína Tir (Translocated intimina receptor), que é translocado e inserido na superfície do enterócito, produzindo uma adesão intima e irreversível à célula epitelial; III – Alguns estudos in vitro sugere que os diferentes subtipos de intimina podem determinar tropismo por diferentes sítios  intestinais (sítios preferenciais de aderência). Conclui-se que: 

a) Somente às afirmativas I e II estão corretas;
b) Somente às afirmativas I e III estão corretas;
c) Somente às afirmativas II e III estão corretas;
d) Somente à afirmativas II está correta;
e) Todas as afirmativas estão corretas;
Resposta: e) Todas as afirmativas estão corretas;

34. Em relação aos fatores e determinantes genéticos de virulência das E.coli Produtora de Toxina Shiga STEC, considere as seguintes afirmativas:

I – A toxina Shiga (Stx) é o principal fator de virulência das STEC e constitui uma familia de citotoxinas estruturalmente relacionadas e com atividades biológicas similares; II -  Dois grupos distintos de toxinas Shiga são descritos, Stx1 é praticamente idêntica à toxina Stx produzida por S.dysenteriae 1, e Stx2 apresenta menos de 60% de homologia com a sequência de aminoácidos de Stx1; III – A informação genética para produção de Stx1, Stx2 e algumas variantes de Stx2 está localizada no genoma de fagos temperados do tipo lambda, estão integrados ao cromossomo bacteriano, enquanto a produção de Stx de S.dysenteriae 1 e da variante Stx2e são codificados por genes cromossômicos. Conclui-se que:

a) Somente às afirmativas I e II estão corretas;
b) Somente às afirmativas I e III estão corretas;
c) Somente às afirmativas II e III estão corretas;
d) Somente afirmativas II está correta;
e) Toda as afirmativas estão corretas.
Resposta: e) Toda as afirmativas estão corretas.

35. Em relação a patogênese das E.coli Produtora de Toxina Shiga STEC, considere as seguintes afirmativas:

I – A toxina é absorvida pelo epitélio intestinal, entra na circulação e liga-se rapidamente aos leucócitos polimorfonucleares; II – Nas células alvo Stx se liga ao receptor glicolipidico globotriacilceramida (Gb3) que é expresso principalmente nos pequenos vasos das células endoteliais do rim, intestino e cérebro; III – A internalização de Stx por endocitose mediada pelo receptor é seguida pela interação da toxina com componentes subcelulares, resultando na inibição da síntese protéica ou apoptose. Conclui-se que:

a) Somente às afirmativas I e II estão corretas;
b) Somente às afirmativas I e III estão corretas;
c) Somente às afirmativas II e III estão corretas;
d) Somente à afirmativas II está correta;
e) Toda as afirmativas estão corretas.
Resposta: e) Toda as afirmativas estão corretas.

36. Em relação a patogênese das E.coli Produtora de Toxina Shiga STEC, considere as seguintes afirmativas:

I – A patogênese das infecções por STEC é complexa, multifatorial e fica evidente que a atuação sinérgica de diversos fatores de virulência muito provavelmente deve contribuir para um pior prognóstico das doenças causadas por algumas destas amostras; II - O processo de adesão deve ocorrer em três fases, sendo que na primeira fase é adesão, na segunda ocorre a transmissão de sinais e, na terceira, uma aderência mais íntima é estabelecida; III – Após ultrapassar a barreira gástrica, devido a presença de um eficiente sistema de regulação que permite adaptação e sobrevivencia à acidez do estômago, as STEC atinge o intestino grosso, onde aderem à mucosa, proliferam e produzem Stx. Conclui-se que:

a) Somente às afirmativas I e II estão corretas;
b) Somente às afirmativas I e III estão corretas;
c) Somente às afirmativas II e III estão corretas;
d) Somente à afirmativas II está correta;
e) Toda as afirmativas estão corretas.
Resposta: e) Toda as afirmativas estão corretas.

37. Em relação a patogênese das EPEC,considere as seguintes afirmativas:

I – Depois que atravessam a barreira gástrica, as EPEC aderem à mucosa do intestino delgado e grosso determinando alterações que levam à diarréia; II – O processo de adesão deve ocorrer em três fases, sendo que na primeira fase é, na segunda ocorre a transmissão de sinais e, na terceira, uma aderência mais íntima é estabelecida; III – Em infecções  graves, ocorre completa destruição do epitélio absortivo intestinal, com acentuada atrofia vilositária e afinamento da camada mucosa. Conclui-se que:

a) Somente às afirmativas I e II estão corretas;
b) Somente às afirmativas I e III estão corretas;
c) Somente às afirmativas II e III estão corretas;
d) Somente à afirmativas II está correta;
e) Todas as afirmativas estão corretas.
Resposta: e) Todas as afirmativas estão corretas.

38. Em relação a patogênese Escherichia coli enteroinvasora (EIEC) é incorreto afirmar:
 
a) Bactérias sem plasmidios de invasão são virulentas, causando ceratoconjuntivite em cobaias;
b) A patogenicidade de EIEC é muito semelhante à de Shigella;
c) Em EIEC, não há estudos suficientes que caracterizem as proteínas de invasão, a sinalização celular e as perturbações do metabolismo das células do hospedeiro;
d) EIEC possuem uma baixa infectividade em células HeLa, quando comparadas com amostras de Salmonella, yersínia e Shigella;
e) Embora a disenteria bacilar devido a EIEC seja clinicamente indistinguível daquela causada por Shigella, estudos com voluntários humanos mostraram que a dose infectante de EIEC é muito menor do que Shigella.
Resposta: a) Bactérias sem plasmidios de invasão são virulentas, causando ceratoconjuntivite em cobaias;

39. Em relação a patogenicidade da Escherichia coli enterotoxigênica (ETEC), considere as seguintes afirmativas:

I – A importância da capacidade de colonização não está restrita apenas ao estabelecimento da região de infecção, como também facilita a interação enterotoxina-receptor, evitando a degradação da toxina por enzimas proteolíticas; II – As enterotoxinas provocam alterações nos níveis intracelulares de nucleotídeos cíclicos levando à alteração do equilibrio hidrossalino do lúmen intestinal, resultando na secreção de eletrólitos e, consequentemente, na redução de absorção de água; III – A eliminação de água na diarreia não é decorrente do mecanismo de ação das enterotoxinas, e sim do desequílibrio eletrolítico. Conclui-se que: 

a) Somente as afirmativas I e III estão corretas;
b) Somente as afirmativas I e II estão corretas;
c) Somente as afirmativas II e III estão corretas;
d) Somente afirmativa III está correta;
e) Todas afirmativas estão corretas.
Resposta: b) Somente as afirmativas I e II estão corretas;

40. Em relação a patogenicidade da Escherichia coli enterotoxigênica (ETEC), considere as seguintes afirmativas:

I – O mecanismo de patogenicidade compreende basicamente a colonização da mucosa intestinal e a produção de enterotoxinas; II – A colonização está relacionada à capacidade desta bactéria em aderir a receptores específicos presentes na superfície do epitélio intestinal através de estruturas denominadas geneticamente de fatores de colonização (CFs); III – A importância da capacidade de colonização está restrita apenas ao estabelecimento da região de infecção. Conclui-se que: 

a) Somente as afirmativas I e III estão corretas;
b) Somente as afirmativas II e III estão corretas;
c) Somente as afirmativas I e II estão corretas;
d) Somente afirmativa III está correta;
e) Todas afirmativas estão corretas.
Resposta: c) Somente as afirmativas I e II estão corretas;

41. Em relação as enterotoxinas da Escherichia coli enterotoxigênica (ETEC), considere as seguintes afirmativas:

I – As enterotoxinas LT apresentam semelhanças estruturais, antigênicas e funcionais com a toxina colérica (CT) e constituem os determinantes de virulência mais bem caracterizados em ETEC; II – Como membros da família de enterotoxinas do tipo AB5, as toxinas LT são proteínas oligoméricas de aproximadamente de 86KDa, compostas de 5 subunidades B idênticas de 11,5KDa, arranjadas em uma estrutura de anel, e em associação uma subunidade A central de 28KDa; III -  As subunidades A são responsáveis pelo reconhecimento e ligação da toxina ao receptor gangliosídicos presente na mucosa intestinal.  Conclui-se que:

a) Somente as afirmativas I e III estão corretas;
b) Somente as afirmativas I e II estão corretas;
c) Somente as afirmativas II e III estão corretas;
d) Somente a afirmativa III está correta;
e) Todas afirmativas estão corretas.
Resposta: b) Somente as afirmativas I e II estão corretas;

42. Em relação as enterotoxinas da Escherichia coli enterotoxigênica (ETEC), considere as seguintes afirmativas:

I – Reações de identidade imunológica e análise de similaridade da sequência de aminoácidos das subunidades A e B, permitiram a subdivisão das toxinas LT em duas classes distintas, LT-I e LT-II; II – As toxinas LT I apresentam alta similaridade (79%) com toxina CT, tanto na subunidade A como subunidade B e reconhecem o gangliosídeo GM1 na superfície dos eritrócitos; III – As toxinas LT-II apresentam atividade biológica similar a LT-I/CT, mas são imunologicamente distintas destas, uma vez que anticorpos anti-LT-I/CT não reconhecem LT-II. Conclui-se que:

a) Somente as afirmativas I e III estão corretas;
b) Somente as afirmativas I e II estão corretas;
c) Somente as afirmativas II e III estão corretas;
d) Somente a afirmativa III está correta;
e) Todas afirmativas estão corretas.
Resposta: e) Todas afirmativas estão corretas.

43. Em relação as enterotoxinas da Escherichia coli enterotoxigênica (ETEC), considere as seguintes afirmativas:

I – As subunidades B são responsáveis pelo reconhecimento e ligação da toxina ao receptor gangliosídicos presente na mucosa intestinal; II – A subunidade A é formada por 2 dominios distintos, A1 e A2, ligados por uma ponte de dissulfeto; III – O domínio A1 (componente tóxico) apresenta atividade de ADP-ribosil transferase, enquanto o dominio A2 medeia a interação de A1 com pentâmero da subunidade B. Conclui-se que:

a) Somente as afirmativas I e III estão corretas;
b) Somente as afirmativas I e II estão corretas;
c) Somente as afirmativas II e III estão corretas;
d) Somente afirmativa III está correta;
e) Todas afirmativas estão corretas.
Resposta: e) Todas afirmativas estão corretas.

44. Em relação as enterotoxinas da Escherichia coli enterotoxigênica (ETEC), considere as seguintes afirmativas:

I – Após ser secretada pela bactérias, a toxina LT se liga aos seus receptores na célula alvo e é internalizada por um mecanismo de endocitose; II – As vesículas endocíticas sofrem o transporte trans-Golgi, no qual ocorre a separação das subunidades A e B; III – A redução da subunidade A nos domínios A1 e A2 ocorre no retículo endimunológicaoplasmático (ER) e A1 é translocada através da membrana do ER para o compartimento citosólico. Conclui-se que:

a) Somente as afirmativas I e III estão corretas;
b) Somente as afirmativas II e III estão corretas;
c) Somente as afirmativas I e II estão corretas;
d) Somente a afirmativa III está correta;
e) Todas afirmativas estão corretas.
Resposta: e) Todas afirmativas estão corretas.

45. Em relação as estruturas antigênicas das Enterobacteriaceae, podemos afirmar:
 
a) O antígeno O constituem a parte mais externa do lipossacarideo da parede celular e consistem em unidade repetidas polissacarídeos;
b) Os antígenos O são resistentes ao calor e ao álcool, e em geral são detectados por aglutinação bacteriana;
c) Os anticorpos dirigidos contra o antígeno O são predominantemente IgM;
d) Os antígenos K são externos aos antígenos O em alguns mais não em todas as Enterobacterias;
e) Todas estão corretas
Resposta: e) Todas estão corretas

46. Em relação as manifestações clinicas da E.coli Produtora de Toxina Shiga (STEC), considere as seguintes afirmativas:

I – STEC se destaca por causar um amplo espectro de doenças no homem, que compreende desde casos assintomáticos, diarréia branda, até casos mais graves de colite hemorrágica (CH) que podem evoluir para complicações extra-intestinais, sendo a de maior gravidade a síndrome hemolítica urêmica (SHU); II – STEC também pode ser responsável por outras complicações, como a púrpura trombocitopênica trombótica (PTT), apendicite, cistite hemorrágica e anormalidades neurológicas; III – A infecção por STEC tem geralmente inicio após a ingestão de alimentos ou água contaminados, algumas vezes em doses infectantes muito baixas, especialmente nos surtos causados pelo sorotipo O157:H7, em que se estima que menos de 100 organismos são capazes de causar a doença. Conclui-se que:

a) Somente as afirmativas I e II estão corretas;
b) Somente às afirmativas I e III estão corretas;
c) Somente às afirmativas II e III estão corretas;
d) Somente à afirmativas II está correta;
e) Toda afirmativas estão corretas.
Resposta: e) Toda afirmativas estão corretas.

47. Em relação as toxinas da Escherichia coli enterotoxigênica (ETEC), considere as seguintes afirmativas:

I - As enterotoxinas LT e ST produzidas por ETEC compreendem duas grandes famílias de toxinas de natureza protéica que diferem quanto a sua tolerância à temperatura, estrutura, imunogenicidade e mecanismos de ação; II – A termobilidade está relacionada à perda da atividade tóxica após aquecimento a 45ºC durante 15 minutos, enquanto a termoestabilidade significa a manutenção da atividade da toxina nestas condições; III – Algumas amostras de ETEC são capazes de produzir as duas toxinas, enquanto outras produzem apenas uma delas. Conclui-se que: 

a) Somente as afirmativas I e III estão corretas;
b) Somente as afirmativas II e III estão corretas;
c) Somente as afirmativas I e II estão corretas;
d) Somente a afirmativa II está correta;
e) Todas afirmativas estão corretas.
Resposta: a) Somente as afirmativas I e III estão corretas;

48. Grupo de Escherichia coli que causa ceratoconjuntivite experimental em cobaias e invade as células do colon do homem provocando uma infecção smelhante à provocada pelas espécies de Shigella:
 
a) ETEC;
b) EPEC;
c) EHEC;
d) EIEC;
e) EAEC;
Resposta: d) EIEC;

49. Muitos microrganismos Gram-negativos produzem substâncias bactericidas que agem sobre outras cepas de mesmas espécies ou de espécies estreitamente relacionadas, recebendo o nome generalizado de bactericinas, e conforme a bactéria, um nome específico. Assim, Escherichia coli, Serratia marcencens e Pseudomonas aeruginosas, produzem, respectivamente:
 
a) Colicinas, marcescinas e piocinas;
b) Piocinas, serratinas e colicinas;
c) Colicinas, serracinas e pseudomicinas;
d) Colicinas, piocinas e marcinas;
e) Piocinas, marcinas e colicinas;
Resposta: a) Colicinas, marcescinas e piocinas;

50. O local mais comum de infecção por Escherichia coli é:
 
a) Vesícula biliar;
b) Trato urinário.
c) Trato gastrintestinal;
d) Peritônio;
Resposta: b) Trato urinário.

51. Produz uma doença muito semelhante a shigelose, que afeta comumente as crianças em países em desenvolvimento. Produz doença ao invadir a célula epitelial da mucosa intestinal. São características da Escherichia coli:
 
a) ETEC;
b) EPEC;
c) EHEC;
d) EIEC;
e) EAEC;
Resposta: d) EIEC;

52. Produz uma verotoxina (ação em células renais de macaco verde africano), associada a colite hemorrágica e a síndrome hemolítico-urêmica, uma doença que resulta em insuficiência renal aguda, anemia hemolítica microangiopática e trombocitopênia. Estas são características da Escherichia coli:
 
a) ETEC;
b) EPEC;
c) EHEC;
d) EIEC;
e) EAEC;
Resposta: c) EHEC;

53. Quais as principais bactérias que se busca em uma coprocultura de um paciente com diarréia?
 
Resposta: ESCHERICHIA COLI, SALMONELLA, SHIGUELLA E YERSINIA ENTEROCOLITE

54. Quais as principais bactérias que se busca em uma coprocultura de um paciente com diarréia?
 
Resposta: ESCHERICHIA COLI, SALMONELLA, SHIGELLA E YERSINIA ENTEROCOLITE

55. Quanto a estrutura antigênicas das Enterobacteriaceae, pode-se afirmar:
 
a) Os flagelos, o LPS e as cápsulas são antigênicas;
b) Os flagelos são chamados antígenos H e as cápsulas, antígenos capsulares ou antígeno K;
c) As moléculas de LPS contém antígeno O que corresponde ao polissacarídeo da cadeia lateral da molécula;
d) Os antígenos representam a base da identificação sorológica dos membros da família Enterobacteriaceae, que muito contribui para o conhecimento da epidemiologia das infecções e da patogenicidade de muitas delas;
e) Todas estão corretas;
Resposta: e) Todas estão corretas;

56. São aspectos estruturais da família Enterobacteriacea, exceto:
 
a) São bacilos Gram-negativos cuja células apresentam membrana citoplasmática, espaço periplasmático, peptídeo glicana ou mureína e membrana externa;
b) Fermentam a lactose e degrada os aminoácidos sulfurados, produzindo gás sulfídrico;
c) A maioria apresenta filamento flagelar que nasce no citoplasma e muitas possuem cápsulas ou estrutura tipo capsular conhecidas como antígeno K;
d) A membrana externa contém o LPS, porinas e diferentes tipos de fimbrias;
e) O cromossomo é único e circular e diferentes tipos de plasmídios são transportados por muitas amostras.
Resposta: a) São bacilos Gram-negativos cuja células apresentam membrana citoplasmática, espaço periplasmático, peptídeo glicana ou mureína e membrana externa;

57. São fatores de virulência das EPEC:
 
a) Fimbrias do tipo IV (BFP);
b) Proteínas adesiva intimina;
c) Sistema de secreção do tipo III (SSTT);
d) Fimbrias Bundle-forming;
e) Todas estão corretas
Resposta: e) Todas estão corretas

58. São sorogrupos pertencente as EIEC, exceto:
 
a) 055:H6, 086:H34 e O111:H2
b) O124:H30,O143:H-, O29:H- e O112: H-
c) O112ac H-, O152: H- e O121 H-;
d) O124: H-, O144:H-, O135: H- e O136: H-;
e) O:103:H2, O:111:NM, O:111:H8, O:113:H21 e O:26:H11
Resposta: e) O:103:H2, O:111:NM, O:111:H8, O:113:H21 e O:26:H11

59. São sorogrupos pertencente as EPEC, exceto:
 
a) 055:H6, 086:H34 e O111:H2
b) 08:H9, 025:H42 e 027:H7
c) O119:H6, O127:H6 e O142:H6;
d) O142:H34, 026 e O114;
e) O125, O126, 0128 e O158;
Resposta: b) 08:H9, 025:H42 e 027:H7

 

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