Prof.Dr.Luis Carlos Figueira de Carvalho

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Agentes de DST

Agentes de DST

Prinicipais causadores das DSTs

A classificação abaixo procura relacionar as prinicpais DSTs com o agente etiológico.

Vírus

Herpes simples: herpes genital primário/recorrente, meningite asséptica, herpes neonatal, aborto espontâneo, parto prematuro.
Vírus da hepatite B: hepatite aguda /crônica /fulminante, carcinoma hepatocelular primário.
Vírus da hepatite A: hepatite A.
Papovavírus: condiloma acuminado, papiloma laríngeo, neoplasia intraepitelial cervical, carcinoma do colo uterino.
Vírus do molusco contagioso: molusco contagioso genital.
Citomegalovírus: infecção congênita, mononucleose infecciosa.
HIV - AIDS.

Bactérias

Mycoplasma homínis: febre pós-parto, salpingite.
Ureaplasma urealiticum: uretrite, corioamniotite, baixo peso ao nascer.
Neisseria gonorrhoeae: uretrite, epidimite, cervicite, proctite, faringite, conjuntivite, endometrite, peri-hepatite, bartholinite, infecção gonocócica disseminada, salpingite, DIP, infertilidade, gravidez ectópica.
Chlamydia trachomatis: uretrite, cervicite, endometrite, salpingite, DIP, infecções neonatais etc.
Treponema pallidum: sífilis.
Gardnerella vaginallis: bacteriose vaginal.
Haemophilus ducreyi: cancro mole.
Calymmatobacterium granulomatis: donovanose.
Shigella sp: shigelose.
Salmonella sp: salmonelose.
Campylobacter foetus: enterite e proctite.
Streptococcus do grupo B: septicemia e meniginte neonatal.

Fungos

Candida albicans: vulvovaginite, balanite e balanopostite.

Protozoários

Trichomonas vaginallis: vaginite, uretrite.
Entamoeba kystolitica: amebíase.
Giardia lamblia: giardíase.

Ectoparasitas

Phthirus pubis: pediculose do púbis.
Sarcoptes scabiei: escabiose.

 PRÁTICAS

SIMULAÇÃO DA DISSEMINAÇÃO DE AGENTES INFECCIOSOS - DSTs

Objetivos: Simular a disseminação de agentes infecciosos em um grupo de pessoas a partir de um indivíduo  contaminado.

Princípio: Um microrganismo patogênico pode ser transmitido direta ou indiretamente de um hospedeiro para outro, colonizando-o e causando ou não uma doença infecciosa, desde que encontre as condições favoráveis de crescimento (requerimento nutricional, pH, ausência de inibidores, temperatura, DBO, etc,) e ultrapasse as barreiras de defesa (específicas e inespecíficas ) do novo hospedeiro.

Material: 19 tubos contendo 2ml de água destilada, 1 tubo contendo 2ml de KOH 40%; 20 pipetas Pasteur plásticas e 1 frasco com solução indicadora de fenolftaleína.

Métodos:

  • Distribuir os 19 tubos de H0 destilada, o tubo com KOH e as pipetas para os 20 alunos voluntários. O Professor deverá  memorizar o aluno que recebeu o KOH, sem que o mesmo saiba que o recebeu;2
  • Cada aluno deverá escolher um colega para ser o seu parceiro. No total serão 10 pares de alunos;
  • No comando do Professor, somente um dos parceiros irá retirar, com o auxílio da pipeta, todo o conteúdo do seu tubo e misturar com o do parceiro escolhido. Logo em seguida ele retornará a metade da mistura para o seu tubo, utilizando a mesma pipeta.
  • Os alunos escolherão outro parceiro, formando uma nova dupla e um dos colegas irá repetir o procedimento anterior;
  • As trocas de fluidos serão realizadas por 3 ou 4 rodadas. É importante que os alunos anotem a ordem de escolha dos parceiros ;
  • No final da última rodada, o Professor irá chamar o aluno que recebeu o tubo com KOH e o submeterá ao “teste diagnóstico”, gotejando 2-3 gotas de uma solução de fenolftaleína no seu tubo, questionando-o sobre o seu primeiro parceiro. Este também submetido ao “teste diagnóstico”; 
  • O primeiro aluno e o respectivo parceiro serão questionados sobre os parceiros da 2a rodada, os quais serão testados com fenolftaleína. A partir daí todos os “portadores” serão questionados sobre os parceiros da 3a rodada e assim sucessivamente (se houver mais rodadas);
  • O Professor deverá traçar no quadro uma cadeia de transmissão do agente e estimular discussões sobre a transmissão de agentes infecciosos que envolvam troca de fluidos.

AVALIAÇÃO DA CONTAMINAÇÃO DOS VOLUNTÁRIOS APÓS O RELACIONAMENTO

Voluntários

Crescimento bacteriano

(turvação)

Fermentação da lactose

(cor amarela)

Conclusão

(voluntário contaminado)

Masculinos

A

 

 

 

B

 

 

 

C

 

 

 

D

 

 

 

E

 

 

 

Femininos

1

 

 

 

2

 

 

 

3

 

 

 

4

 

 

 

5

 

 

 

(+) POSITIVO;  (-)NEGATIVO;  ND-Não determinado

 AVALIAÇÃO DA CONTAMINAÇÃO DOS CASAIS

 

1

2

3

4

5

A

 

 

 

 

 

B

 

 

 

 

 

C

 

 

 

 

 

D

 

 

 

 

 

E

 

 

 

 

 

 

Assinale com X nos quadrados onde houver relacionamento entre os voluntários de sexo masculino (A,B,C,D,E) e do sexo feminino (1,2,3,4,5). Nos casos onde um dos parceiros estiverem contaminados, conforme a tabela anterior, coloque um asterisco nos X ( ou seja X*)

QUESTÕES

  1. Uma mulher desenvolve eritema e poliartralgia durante a mestruação. Esfregaço do líquido sinovial de seu joelho direito revelam diplococos gram-negativos. Que conclusão o médico pode tirar em relação ao possível agente etiológico?   RESP= Neisseria Gonorrhoeae
  2. O exame histológico de uma biópsia de lesão genital revela corpúsculos de Donovan, sugestivo de uma das DST? Qual?   RESP= Granuloma Inguin
  3. Por que as DST devem ser priorizadas? São quatro os critérios para a priorização de agravos em saúde pública: Magnitide, transcendência, vulnerabilidade e factibilidade. Faça comentário sobre cada um destes fatores.  RESP= a) MAGNITUDE: os poucos dados epidemiológicos existentes não se prestem a fazer inferências para o país como um todo, a realização de estimativas que concluem pela elevada freqüência dos DST em nosso país. b) TRANSCEDÊNCIA: As DST são principal fator facilitador da transmissão sexual do HIV. Algumas delas quando não diagnosticadas e tratadas a tempo, podem evoluir para complicação graves e até óbito. Algumas DST durante a gestação podem ser transmitida ao feto, causando importantes lesões ou mesmo provocando a interrupção espontânea da gravidez. Também pode causar grande impacto  psicológico em seus portadores; c) VULNERABILIDADE: As DST por suas características epidemiológicas são agravos vulneráveis a ações  de prevenção primárias, por exemplo: a utilização de preservativos de formas adequado em todas as relações sexuais; d) FACBILIDADE: O controle das DST é possível desde que existam bons programas preventivos e uma rede de serviços básicos resolutivos, pó seja,  unidade de saúde acessíveis para pronto atendimento, com profissionais preparados não só para o diagnóstico e tratamento, mas também para o adequado acolhimento e aconselhamento dos portadores de DST e de seus parceiros sexuais
  4. Preencha o quadro abaixo relacionando as DST com os germes e a população de pacientes afetados (grupo de alto risco)

DST

GERMES

Grupo de pessoas de alto risco

Gonorréia

Neisseria Gonorrhoeae

Homosexuais, pessoas com + de 1 parceiro,

Cancro Mole

Haemophylus Ducrey

           

Cancro Duro

Treponema Pallidum

 

Linfogranuloma Venéreo

Chlamydia Trachomatis

 

Sífilis

Treponema Pallidum

 

Condiloma Acuminado

 HPV = Papilomavirus Humano

 

HTLV

Virus da HLT

 

Dovovanose

Donavania granulomatis

 

Herpes genital

Vírus de herpes I e II

 

 

  1. Os princípios básicos para o controle das DST, como em qualquer processo de controle de epidemia, são: _______________________________   e ________________________________ RESP= DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO
  2. A sífilis é uma doença infecciosa, sistêmica, de evolução crônica, sujeita a surtos de agudização e períodos de latência. Preencha o quadro abaixo dando as características de cada fase da doença (definição de casos)

 

CLASSIFICAÇÃO

DEFINIÇÕES DE CASOS

Sífilis Primária

Neutrófico, macrófico e linfócitos(cancro sifílitico, indolor,cura espontânea 26 semanas

Sífilis Secundária

Disseminação sistêmica da infecção, replicação de treponemas nos nódulos linfáticos, fígado, pele, articulações e músculos

Sífilis Terciária

Destruição do tecido, causada pela resposta à presença de antígenos treponêmicos, vasculite e inflamação crônica, lesões aórticas

 

  1. Um acadêmico observa uma lâmina em exame a fresco de secreção vaginal a presença de protozoários, movimentando-se ativamente entre as células epiteliais e os leucócitos. Tem a informação de que a paciente apresenta corrimento amarelado ou amarelo-esverdeado, bolhoso, com odor fétido. Que conclusão pode tirar em relação à provável DST da paciente?  Resp= Provavelmente o paciente está com uma trichomoníase, causada pelo Trichomonas vaginalis

 

  1. Um acadêmico observa uma lâmina em exame a fresco de secreção vaginal a presença de micélios birrefringentes ou esporos de leveduras. A paciente apresenta corrimento branco grumoso, com aspecto caseoso (leite coalhado), aderido as paredes vaginais. Que conclusão pode tirar em relação à provável DST da paciente? Resp= Provavelmente o paciente está com uma candidíase, causada pela Cândida albicans

 

  1. A evidência ou história de lesões vesiculosas agrupadas em "cacho"sobre base eritematosa, cujo aparecimento foi precedido de ardor ou prúrido, especialmente com história de recorrência das lesões associado ou não com a presença de células gigantes com inclusão intranucleares (de Tzank) ao exame microscópico direto do líquido vesicular. São característica de qual das DST?  RESP= Condiloma Acuminado - HPV, Papilomavirus humano

 

  1. São denominadas uretrites não gonocócicas (UNG)  as sintomáticas, cujas bacterioscopia pela coloração de Gram são negativas para o gonococo. Vários agentes tem sido responsabilidos por estas infecções. Cite 3 agentes bacterianos e seus respectivos diagnóstico laboratorial. Clamidia trachomatis, Micoplasmas e Ureaplasma ( Imunodiagnóstico, histopatológico e captura hibrida);

 

  1. O linfogranuloma venereo é uma doença infecciosa de transmissão exclusivamente sexual, conhecida popularmente como "mula", caracterizada pela presença de bulbão inguinal, com período de incubação de 3 a 30 dias. Qual o agente etiológico e o diagnóstico laboratorial desta doença? Chlamydia Trachomatis (Imunodiagnóstico, histopatológico e captura hibrida)
  1. Relacione 4 (quatro) DSTs com seus respectivos agentes etiológicos

Gonorréia

Neisseria Gonorrhoeae

Cancro Mole

Haemophylus Dierrei

Cancro Duro

Treponema Paladium

Linfogranuloma Venéreo

Chlamydia Trachomatis

Sífilis

Treponema Pallidum

Condiloma Acuminado

 HPV

HTLV

Virus da HLT

Donovanose

Donavania granulomatis

Herpes genital

Vírus de herpes I e II

 

  1. A Donovanose (granuloma inguinal) é uma doença crônica progressiva que acomete preferencialmente pele e mucosa das regiões genitais, perianais e inguinais. É freqüentemente associada à transmissão sexual, embora os mecanismos de transmissão não sejam ainda bem conhecidos. A contagiosidade é baixa. O período de incubação é de 30dia a 6 meses. É pouco frequente, e ocorre mais frequentemente em climas tropicais e subtropicais. Qual o agente etiológico e o diagnóstico laboratorial desta doença? Donavania granulomatis
  2. A Doença Inflamatória Pélvica (DIP) é uma síndrome clínica atribuída à ascenção de microrganismos do trato genital inferior, espontânea ou devido a manipulação (inserção de DIU, biópsia de endométrio, curetagem, etc.,) comprometendo o endométrio (endometrite) trompas, anexos uterinos e/ou estruturas contíguas (salpingite, miometrite, ooforite, parametrite, pelviperitonite). Quais os agentes etiológicos mais comuns envolvidos nesse processo?
  1. Neutrófilos, macrófagos e linfócitos,  cancro sifilítico e indolor e cura espontânea após 26 semanas, são características da: Ä Sífilis primária; Ä Sífilis secundária  Ä Sífilis terciária; Ä Sífilis neonatal  Ä Nenhuma
  2. A disseminação sistêmica da infecção e a replicação dos treponemas nos nódulos linfáticos, fígado, pele, articulações, músculos, são características da: Ä Sífilis primária; Ä Sífilis secundária  Ä Sífilis terciária; Ä Sífilis neonatal  Ä Nenhuma
  1. A destruição do tecido causada pela resposta a presença de antígenos treponêmicos; vasculite e inflamação crônica; ataque ao sistema nervoso; paralisia do doente; lesões aórticas e insuficiência cardíaca, são características da: Ä Sífilis primária; Ä Sífilis secundária  Ä Sífilis terciária; Ä Sífilis neonatal  Ä Nenhuma
  2. O diagnóstico laboratoriais da sífilis é feita pelos seguintes métodos, exceto: ÄReação de Monte negro; Ä reação de Easserman. Ä Reação de Mazzini; Ä VDRL; FTA-ABS; Ä TPI; ÄRPCF; Ä RPR
  3. Em relação a sífilis é correto afirmar: Ä Toda gestante HIV-positivo deve ser avaliada por teste não treponêmico; Ä Deve-se realizar teste treponêmico sempre que títulos de VDRL for acima de 1:2; Ä Sempre que os achados clínicos forem sugestivos de sífilis, porém o VDRL for negativo, deve-se usar exames alternativos como campo escuro, FTA-ABS, biópsia, etc., ; Ä Toda paciente HIV-positivo com VDRL-positivo, deve-se pesquisar a neurossifilis com exame de LCR; Ä Todas estão corretas
  4. A sífilis secundária é caracterizada por: Ä Cancro; ÄErupção somente na palma das mãos; Ä Teste de VDRL positivo no soro; ÄTeste de VDRL positivo para o líquor; ÄTeste de fluorescência negativo para anticorpo antitreponema; Ä Todas estão corretas
  5. A sífilis primária e caracterizada por: Ä Aparecimento de lesões três meses após a infecção; ÄTeste positivo em campo escuro; ÄTeste de VDRL negativo; ÄGomas; ÄTabes; Ä Todas estão corretas
  6. O local mais comum de infecção gonocócica assintomática, nas mulheres, é: ÄVagina; Ä Miométrio; Ä Uretra; Ä Trompas de falópio; Ä Endocerviz; Ä Todas estão corretas
  7. Uma mutação em Neisseria gonorrhoeae que causasse a perda das fímbrias resultaria em:Ä Incapacidade de utilizar glicose; Ä  Incapacidade de crescer na ágar Thayer-Martin; Ä Perda da coloração de Gram; Ä Virulência alterada; Ä Todas estão corretas
  8. Uma mulher desenvolve eritema e poliartralgia durante a mestruação. Esfregaço do líquido sinovial de seu joelho direito revelam diplococos Gram-negativos. Qual dos seguintes organismos é, possívelmente, o mais provável responsável?  Ä Staphylococcus aureus; Ä Streptococcus piogenes; Ä Neisseria gonorrhoeae; Ä Mycobacterium leprae; Ä Mycobacterium tuberculosis; Ä E. coli
  9. Um homem conduzido à enfermaria de um hospital apresentava um cancro duro no pênis. O teste de VDRL é negativo. A conduta mais adequada do médico encarregado seria: Ä Mandar o paciente embora sem nenhum tratamento; Ä Repetir o teste de VDRL após 10 horas; ÄFazer microscopia de campo escuro para pesquisa de treponemas; Ä Raspar o cancro e semear o material em meio de ágar Thayer-Martin; ÄColher o fluido do cancro e corar pelo Gram

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